Foto: Bruno Levy/CadaMinuto 9ab849a6 462b 4d4c b462 d8051ca84176 Cerca de 500 cartões foram apreendidos

A polícia repassou, na manhã desta sexta-feira (17), durante uma coletiva à imprensa, na sede da PC, no bairro de Jacarecica, mais informações sobre a investigação da quadrilha especializada em clonagem de cartões de crédito. De acordo com a polícia, o vereador preso Roberval Francisco de Sales do município de Santa Luzia do Norte tinha envolvimento com a quadrilha.

De acordo com a polícia, há quatro meses o grupo vinha sendo investigado e começou após a prisão do vereador. “Naquela época, o vereador quando foi preso falou de José Carlos Medeiros dos Santos que era considerado o ‘top’ de clonagem de cartão. Começamos a investigar ele para prendê-lo em flagrante”, informou o coordenador.

Segundo a polícia, a organização utilizava uma máquina para clonar cartões de crédito na capital. Ainda conforme a polícia, durante a investigação, foi preso um frentista que trabalhava em um posto localizado na Avenida Comendador Gustavo Paiva, no bairro da Cruz das Almas. "Não pode ter sido clonado cartões apenas em postos, mas sim em restaurantes, boates", contou o agente.

Além do posto da Cruz das Almas, outros dois também estão na lista dos suspeitos, sendo na Jangadeiros Alagoanos e no Francês, em Marechal Deodoro.

O funcionário, que não teve o nome divulgado, tinha uma máquina no posto da Cruz das Almas e aliciou outros frentistas trocando a máquina por outra que tinha um dispositivo dentro dela.

“Ele copiava a numeração e enviava para um computador via bluetooth. O frentista mandava para José Carlos que tinha um maquinário e imprimia outros cartões com o nome dele, mas com o mesmo número do cartão clonado e código de validade. O ônus ficava para a financeira”, explicou o policial.

A polícia também prendeu Vitor Ferreira da Silva, 30, que entregava as maquinetas conhecidas como "chupas-cabras" nos estabelecimentos.

Máquinas foram apreendidas pelo serviço de inteligência da Polícia Civil (Foto: Bruno Levy/CadaMinuto)

 

A prisão do líder

O agente também ressaltou que a informação sobre José Carlos chegou ao conhecimento da polícia após uma empresária de um estabelecimento- que não teve o nome divulgado- perceber que José Carlos estava com atitude suspeita tentando passar vários cartões na máquina.

“Na tarde de ontem, ele estava novamente na mesma loja, quando ele deixou o estabelecimento, cercamos ele e estávamos com o comprovante de que ele tinha utilizado o cartão clonado”, disse o coordenador.

Segundo o agente da polícia, ainda não é possível identificar o total de prejuízo. Ao todo, quatro pessoas foram detidas.

Todo o equipamento estava na casa do acusado (Foto: Bruno Levy/CadaMinuto)

 

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*Estagiário