Foto: Cortesia 9872df9c ce46 4b06 b20c d54b61ace51c Débora Isis Mendes de Gouveia foi declarada como morta

Um caso estranho que ocorreu na cidade de Rio Largo, durante o domingo (12), está deixando os moradores assustados. A família da jovem Débora Isis, de 18 anos, está se negando a sepultar o corpo da menina alegando que ela está viva. O delegado da cidade, Manoel Wanderley, determinou que o corpo da garota fosse levado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), na manhã desta terça-feira (14).

Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Tv Pajuçara, a mãe da menina, Teresa Cristina Mendes, 48, disse que ela não apresenta características de um cadáver, como a temperatura e a rigidez. O corpo ainda não foi enterrado.

Cristina contou que Débora foi declarada morta no último domingo, após uma parada cardíaca e quando foi diagnosticada com falência múltipla dos órgãos por equipes do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital Ib Gatto Falcão.

Cristina disse que mesmo após a filha ter sido declarada como morta, ela teria mexido os dois olhos. “Quando a pessoa está morta, os olhos não brilham mais, os olhos da Débora estão brilhando. A textura do corpo não é de gente morta. É de quem teve um ataque cataléptico. O corpo dela ainda está quente e não rígido”, disse a mãe.

Cristina também disse que durante o internamento, a garota foi medicada e teve reações ao remédio. “Ela começou a se entortar, como fosse um convulsão, mandaram eu sair da sala e levaram ela pro HGE. Depois disso, meu filho disse que ela morreu, não reanimaram ela”.

O delegado disse que vai ser verificado se a garota está em óbito. Caso seja  comprovado que o hospital liberou o corpo sem óbito, o hospital será responsabilizado. Um inquérito de procedimento de investigação será instaurado.

Já aconteceu antes

Cristina também disse que esse caso já aconteceu na família. Ela contou que foi atropelada perto do aeroporto quando estava grávida de Débora, porém, os médicos deram o feto como morto, mas 15 dias depois, quando o feto foi retirado, apresentou sinais de vida.

Os familiares dizem que na família há catalepsia, uma doença em que o coração para de bater por algumas horas e retorna a funcionar. Desta forma, a impressão é que a pessoa morreu de um mal súbito.