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O Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima em Maceió informou na manhã desta sexta-feira (10) que está sendo obrigado a sepultar como indigentes alguns corpos identificados e que não foram reclamados. A principal motivação é pelo fato da família não procurar o IML para fazer a liberação e retirada dos cadáveres.

De 2015 a novembro deste ano, a direção do IML notificou 64 sepultamentos de corpos não reclamados que foram identificados pelo exame de necropapiloscopia, que confronta as digitais dos mortos com o banco de dados do Instituto de Identificação. Foram 12 cadáveres em 2015, 22 corpos em 2016 e 30 este ano, sendo 7 do sexo feminino e a grande maioria, 57, do sexo masculino.

A odontolegista Cláudia Ferreira, responsável pelo controle dos registros dessa natureza, explicou que quando um corpo não identificado dá entrada na unidade de medicina legal, o primeiro passo é a realização da necropapiloscopia. Em sequência são realizados os exames de arcada dentária, quando a família apresenta a ficha ortodôntica e no último caso o exame de DNA.

“Na maioria dos casos, o corpo já é identificado no primeiro exame. No entanto, o tempo passa, e a família não procura o IML para realizar a liberação do cadáver para sepultamento, o que o obriga a administração do órgão a solicitar a inumação desses corpos como não reclamados,” explicou a odontolegista.

Atualmente, oito corpos identificados e não reclamados, aguardam o tempo estipulado pela legislação brasileira para serem sepultados. São eles, José Justino de Souza, José Adilson Lins da Silva, Romário Araújo da Silva, José Marcelino da Silva, Manoel Carlito dos Santos, Marcelo José da Silva, José Douglas da Silva, e José Vencelau da Silva.

Para o chefe especial do IML, o perito médico legista Fernando Marcelo, é muito importante que as pessoas com parentes desaparecidos criem e o hábito de procurar a unidade para fazer uma busca na relação, e de preferência antes deles serem inumados.  “Quando o cadáver já está sepultado a burocracia aumenta, é necessária uma exumação administrativa para entregar o corpo à família da qual pertence”, esclareceu Fernando Marcelo.