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Conhecido mundialmente, o cineasta alagoano Carlos Diegues, o Cacá Diegues, será homenageado pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) com o título de Doutor Honoris Causa. A solenidade de outorga será realizada, no dia 14 de novembro, às 20h, no Teatro Deodoro, no Centro de Maceió. 

O reitor da Uneal, Jairo José Campos da Costa, explica que a condecoração visa enaltecer as contribuições de Cacá Diegues para o cinema brasileiro, bem como destacar, de forma geral, personalidades alagoanas que, por sua obra, contribuem para o avanço cultural e científico da sociedade. 

Cacá Diegues nasceu em Maceió, em 19 de maio de 1940, mudando-se, com a família, aos 6 anos,  para o Rio de Janeiro, onde cresceu, estudou e construiu sua carreira na sétima arte. Fez direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC), tendo integrado o movimento estudantil da época e composto o núcleo de fundação do movimento Cinema Novo, do qual era um dos líderes. 

Entre suas obras, estão os icônicos: "Escola de Samba Alegria de Viver", episódio do longa-metragem "Cinco Vezes Favela", Ganga Zumba" (1964), "A Grande Cidade" (1966),  "Os Herdeiros" (1969),  "Quando o Carnaval Chegar" (1972), "Joanna Francesa" (1973),  "Xica da Silva" (1976), "Chuvas de Verão" (1978), "Bye Bye Brasil" (1980), "Quilombo" (1984), “Um Trem para as Estrelas" (1987),  "Dias Melhores Virão" (1989), "Veja esta Canção" (1994), "Tieta do Agreste" (1996), "Orfeu" (1999, "Deus é Brasileiro" (2002) e "O Maior Amor do Mundo"(2006). 

Concomitante ao trabalho cinematográfico, Diegues foi militante político contra a ditadura militar e tem diversas contribuições, ao longo de sua história, como jornalista. 

Doutor Honoris Causa

A honraria é concedida, conforme dispõe resolução do Consu nº 009/2011, “a personalidades que se tenham distinguido, seja pelo saber, seja pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras, ou do bem-estar e melhor entendimento entre os povos”.

Já foram agraciados com o diploma, em 2015, José Marques de Melo; Audálio Dantas; Luitgarde Cavalcante; Moacir Palmeira; Moacir Sant’Ana; Marcello Lavenére; Hermann Baêta; José Geraldo Marques; Dirceu Lindoso e Douglas Apratto. E, em 2016, os geógrafos Armen Mamigonian, Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, Maria Adélia Aparecida de Souza e Maria Auxiliadora da Silva. E, este ano, ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta da homenagem foi feita pelo professor Edson Bezerra e submetida ao Conselho Superior no qual a petição foi aprovada.