Foto: Cada Minuto / Arquivo 9d5f7cae ab06 44a5 a52e 79b8356bf3b6 Chacina em Guaxuma

Durante uma audiência de instrução realizada nesta quarta-feira, 8, no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) decidiu manter todas as acusações contra o acusado da “Chacina de Guaxuma”, Daniel Galdino Dias. O crime aconteceu em novembro de 2015, e segundo a denúncia, o réu teria assassinado as quatro pessoas, entre elas duas crianças, todas da mesma família.

Segundo o promotor de justiça José Antônio Malta, as provas apresentadas nos autos são suficientes para que Daniel seja pronunciado pelo Poder Judiciário e levado a júri popular.

“Diante das evidências catalogadas nos autos, não resta dúvida de que ele foi o autor dos crimes. Esperamos que o acusado seja condenado pela barbárie cometida com requintes de crueldade, que acabou matando pais e filhos”, afirmou o promotor.

Ainda segundo Malta, o acusado continua a negar o crime, mas não convenceu o MP de sua inocência.

“Como esperávamos, o Galdino afirmou do início ao fim não ter participação nas mortes, entretanto, o seu depoimento foi altamente contraditório, o que reforçou o nosso posicionamento. Queremos que ele seja julgado por homicídio duplamente qualificado em relação ao casal, e triplamente qualificado pelas mortes das duas crianças”, salientou.

O caso

Quatro pessoas foram assassinadas a golpes de facão no Sítio Doce Mel, no bairro de Guaxuma, no Litoral Norte de Maceió. Duas das vítimas eram crianças de nove e dois anos. Apenas um menino de cinco anos sobreviveu, foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE).

O caseiro Esvaldo Soares da Silva Santos, de 28 anos, e a esposa dele, Genilza da Silva Santos e os  dois filhos, Maria da Silva Santos, de 9 anos, e Guilherme da Silva, de 2 ano, foram as vítimas fatais.  O sobrevivente sofreu um corte profundo na testa e passou por intervenção cirúrgica delicada. Segundo a polícia, o menino fingiu que estava morto para não despertar a atenção do criminoso.

O crime, segundo apontam as investigações da Polícia Civil, teria sido motivado pela compra de um barco entre a vítima, Evaldo da Silva Santos e o irmão do acusado de cometer o crime. Porém a polícia só conseguiu chegar até ele após ouvir a criança sobrevivente da chacina. Ela reconhecceu Daniel e contou detalhes à psicóloca Aline Damasceno de como ocorreu a tragédia.

Após o crime, segundo contou o delegado José Carlos dos Santos, Daniel teria revirado a casa em busca do dinheiro que seria utilizado na compra do barco, mas não encontrou e se evadiu do local.

*Ccom Ascom MPE/AL