Assessoria 575078f9 221f 45a6 b9ce 426a927eec75 George Santoro

Em sua fala, na audiência pública que debateu o orçamento do governo do Estado de Alagoas para o ano de 2018, o secretário da Fazenda, George Santoro, transpareceu pouco otimismo em relação à recuperação da economia no cenário nacional, apesar dos números que vem sendo comemorados pelo Executivo federal.

Santoro adotou um discurso crítico em relação ao governo do presidente Michel Temer (PMDB), ainda que sem citá-lo. Dentro do contexto político, Santoro acaba afinando com os discurso dos Calheiros. 

“Não tenho perspectiva otimista como vem sendo colocado na mídia para o cenário econômico do próximo ano”, frisou Santoro ao falar dos dados do orçamento. Santoro fez uma previsão de cortes de repasses federais, chegando a destaca uma preocupação com os municípios e “programas sociais”. 

“De um lado a falta de recursos, do outro o teto de custeio”. Aí, na visão de Santoro, quem será chamado para pagar a conta? O setor produtivo, obviamente. “O setor privado terá que se esforçar para retomada dos investimentos”. 

Em relação à Alagoas, Santoro diz que isso obriga, ainda mais, a um esforço de gestão financeira e fiscal, diante da perspectiva para se garantir investimentos públicos com recursos próprios e o que está planejado pelos empréstimos já autorizados pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. 

“Já temos seis estados que não pagarão o 13º salário. Onde o Estado tem um papel indutor da economia, e Alagoas é um desses casos, na medida em que o governo não funciona bem, há uma reação em cadeia”, frisa. 

O secretário destacou que 2018 é um ano para estar mais atento ao controle de gastos e “deixar a gestão com as contas absolutamente arrumadas para o próximo governo, como preciso em leis. Nós seremos mais rigorosos com os gastos”. 

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