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Os ataques perpetrados em solo americano têm assumido nos últimos anos um perfil, digamos, interessante: praticamente todos, com exceção daqueles efetuados por terroristas islâmicos, possuem como protagonistas membros com ligações ao Partido Democrata, a esquerda americana, usando armas ilegais em boa parte das vezes e, como desde sempre, os alvos são em sua maioria os locais categorizados como “gun free zones”, ou seja, locais públicos onde ninguém pode entrar ou permanecer armado mesmo tendo autorização para isso.

O último ataque, ocorrido em uma igreja no Texas segue o mesmo padrão. O autor, que foi desligado por desonra da Força Aérea Americana e portanto era proibido de comprar e possuir legalmente armas em solo americano, se declarava antirreligioso e tinha participação ativa no movimento intitulado Antifa que em tese seria formado por ativista que lutam contra o fascismo, mas que embora, via de regra, usam os mesmos expedientes daqueles que dizem combater. É uma espécie de “black block” da terra do Tio Sam. Não há como negar que seus alvos consistiam de um público majoritariamente conservador, tal qual no ataque em Las Vegas.

Entre aqueles que vivenciaram o ataque e sobreviveram, todos disseram que ele só não continuou porque um vizinho da igreja abriu fogo com um fuzil contra o autor do massacre atingindo-o com pelo menos um tiro, outro morador, também armado ajudou no confronto e perseguição. Não sem motivos, os dois estão sendo considerados heróis. Se fosse no Brasil veríamos toda sorte de especialistas e autoridades condenando o ato de bravura que pode ter salvado outras vidas em um evento imprevisível. O terrorista foi encontrado morto em seu carro.

Ao contrário do que torciam os “analistas” nacionais, quase que imediatamente, o governador do Texas que é do partido Democrata descartou qualquer possibilidade de se modificar a lei estadual para que haja maiores restrições e uma série de autoridades, policiais, pastores e cidadãos imediatamente levantaram uma questão há muito debatida nos EUA: as igrejas serem, por lei, zonas livres de armas só as fazem um apetitoso alvo para predadores e psicopatas. Uma das vozes mais atuantes nesse ponto é pastor Charl van Wyk, que quando era um jovem de apenas 21 anos salvou aproximadamente mil pessoas ao enfrentar sozinho terroristas em uma igreja na África. Falei disso em um texto em 2015 e acho necessário repeti-lo em sua íntegra aqui:

“No dia 25 de julho de 1993, mais de mil pessoas lotavam a igreja St. James localizada no subúrbio da Cidade do Cabo, África do Sul. Tudo corria normalmente em mais uma noite de culto até que quatro terroristas invadiram o local lançando granadas e abrindo fogo com seus fuzis. Em trinta segundos onze pessoas morreram e cinquenta e oito foram feridas.

O ataque fora planejado e ordenando por Letlapa Mphahlele comandante do Exército Popular de Libertação Azanian e executado por Sichumiso Nonxuba, Bassie Mkhumbuzi, Gci Makoma e Tobela Mlambisa. Em entrevista anos mais tarde o sanguinário Letlapa afirmou friamente: "nós pensávamos que a igreja era uma zona livre de armas. Mas menino, você tinha uma surpresa para nós."

Não, não era uma “gun free zone” e o menino ao qual se referiu o terrorista era o jovem missionário Charl van Wyk que armado com um simples revolver calibre .38SPL, com capacidade para apenas cinco cartuchos, abriu fogo contra os assassinos. Um deles foi ferido e os demais saíram em disparada abandonando o plano de incendiar a igreja com todos os sobreviventes dentro. Aqueles cinco disparos foram responsáveis por salvar mil vidas inocentes.

Após o episódio, Charl van Wyk se tornou ferrenho defensor do direito de defesa e do fim das chamadas zonas livres de armas, em especial nas igrejas, que são alvos frequentes de ataques pelo mundo. Essa é a missão do verdadeiro pastor: defender e promover a defesa de seus rebanhos. Enquanto aqui em terras brasilis, os malafaias da vida continuam pregando a rendição e o desarmamento de suas ovelhas. Os lobos agradecem.”

 

E aqui entramos em um tema que não poderia nem passar perto de ser polêmico: os cristãos e as armas! Eu mesmo já proferi uma palestra toda para falar desse assunto na Paróquia Santa Generosa e o vídeo pode ser visto em sua íntegra aqui, também tenho um artigo específico sobre o assunto e ainda posso me apoiar na posição do Padre Paulo Ricardo que anos atrás já se manifestou em um estupendo vídeo de 2013 ou ainda no livro Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia disponível em eBook Kindle de Filipe Luiz Claudino Machado.

Encerro por aqui citando um pequeno trecho do excepcional artigo intitulado Ovelhas, Lobos e Cães Pastores do Tenente Coronel americano Dave Grossman:

“Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente diária de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta”.