Thiago Davino - Cada Minuto 14090965221269 Palácio República dos Palmares

Se há um imbróglio para que o Partido dos Trabalhadores (PT), em Alagoas, retorne ao governo Renan Filho (PMDB), o problema chama-se senador Renan Calheiros. 

Após um ano da saída da sigla petista da era RF, a reaproximação entre PT e PMDB passará pelo 'crivo' de uma decisão em ouvir a base na capital alagoana.

A Executiva Estadual decidiu por 9X7 participar do Governo com uma única corrente interna do PT que é a "Construindo um Novo Brasil (CNB)". 

Por conta disso, lideranças do diretório do partido em Maceió estarão se reunindo no próximo dia 11, no sábado, para decidir se há a necessidade de participar da administração peemedebista no Estado. 

O blog conversou com o professor Luizinho, membro da Executiva Estadual, onde o mesmo explicou que o problema para o PT  alagoano voltar ao governo de Renan Filho é sim o senador Renan Calheiros. Porém, disse o petista, é necessário que 'a base seja ouvida' antes de tomar qualquer decisão. 

"Essa manisfestação existe uma polêmica que é pelo fato do senador Renan Calheiros (PMDB) ter votado no 'Golpe'. Isso contrapõe as resoluções nacionais que diz para não fazer alianças com 'golpistas'. Então, como é polêmico, precisaria ser visto para que a base analisasse. No partido plural como o nosso, o PT, estranha o procedimento adotado pela Executiva Estadual. Sou membro da estadual e votei contra essa aliança PT-PMDB Alagoas. Portanto, os companheiros da municipal entedem que é preciso ouvir a base. A gente espera que essa decisão de Maceió repercuta nos demais diretórios municipais do Estado para que possamos ter um debate mais amplo sobre o conteúdo que está sendo discutido", ressaltou. 

Luizinho reforçou ainda que outro fator para que o PT não retorne se deve ao tempo em que o partido ficou no governo Renan Filho, pouco mais de um ano, sem apresentar mudanças. 

"Tirando a Executiva Estadual, as outras forças dentro do partido são contra a entrada do PT no governo Renan Filho. A questão é que o PT estava no governo, há pouco mais de um ano, e não foi feito um balanço da gestão. Na verdade, tem que haver uma balanço para mostrar mudanças dentro do governo  e, diante da política pragmática petista, para justificar o retorno. O processo, do nosso ponto de vista, inverteu", pontuou. 

Por fim, o professor reiterou ainda que apenas a corrente "Construindo um Novo Brasil (CNB)" quer fazer parte do Palácio República dos Palmares. Todavia, o diretório de Maceió - em sua maioria - quer do PT estadual o entendimento do manifesto realizado com lideranças históricas que solicita não tomar essa decisão antecipada. 

"A executiva estadual decidiu por 9X7 entrera no Governo com uma única força bancando isso que é a CNB. Já o entendimento da Executiva municipal é de que uma decisão do tamanho dessa é preciso passar pela base. A base precisa ser ouvida. Nessse sentido, a posição adotada pela municipal é mais coerente e mais correta do nosos ponto de vista. Por conta disso, haverá uma plenária com toda miliatância de Maceió, no dia 11 de novembro, para que todos se posicionem e façam o debate. Essa deveria ter sido a forma de condução do processo desde início. Esse é o conteúdo do manifesto que a gente fez com lideranças históricas do partido solicitando da executiva estadual que não tomasse essa decisão sem antes ouvir a base", concluiu Luizinho. 

Voto contrário

Recém-filiado ao PT, o o defensor público em Alagoas, Othoniel Pinheiro, se posicionou contra a entrada da sigla. Pinheiro explicou que o debate plural dentro do partido é necessário em respeito às opiniões e visões divergentes. 

"Posiciono-me contra a entrada do Partido dos Trabalhadores no governo do PMDB em Alagoas. Nesse contexto, queria registrar duas coisas: o debate plural que está ocorrendo no partido com o necessário respeito pelas opiniões e visões divergentes; e os meus parabéns pela atitude do PT de Maceió em convocar todos os seus filiados para no dia 11 de novembro tomar alguma posição sobre o caso. Por fim, gostem ou não do PT, vale dizer que na imensa maioria dos partidos em Alagoas não encontramos essa democracia livre e plural. Não há donos, negociantes de legenda e coronéis", comentou em sua página no facebook. 

Eis aí o verdadeiro problema - em casa - da aliança PT-PMDB para o governador Renan Filho. 

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