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É revoltante a forma de pensar da ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois. Mas essa gente que se beneficia do estamento burocrático desse país pousando de vítima, não é novidade. 

Esta sim é a verdadeira elite brasileira que alcança o topo das benesses estatais para fazer de si mesma uma caricatura em “jantares inteligentes”, onde discutem as mazelas do país e fingem defender suas vítimas. 

São algozes de um Estado gigante, ineficiente, ineficaz e cheio de cargos e uma pesada estrutura que pouco faz a não ser apadrinhar os seus. Luislinda Valois - ao comparar sua situação com a de um trabalho escravo - faz um escárnio com a população mais sofrida desse país, que verdadeiramente trabalha duro para passar cinco meses pagando impostos e, consequentemente, as contas de um governo que muito pouco oferece em troca, mas sempre quer nos ensinar a forma de “viver melhor”. 

E quando falo governo, não falo apenas da gestão de Michel Temer (PMDB), mas também de seus antecessores. Tudo isso muito bem descrito por Raimundo Faoro em Os Donos do Poder. 

São os burocratas em suas pranchetas - com salários altíssimos para os padrões da realidade brasileira - acreditando serem patrões dos que lhes custeiam. 

Valois é mais uma personagem dessa república de bananas que acreditam no estatismo como solução para corrigir “todas as injustiças” e “dívidas históricas” ao mesmo tempo em que promovem mais injustiças. 

Se existe uma dívida histórica desse país é desse estamento centralizado e burocrático que roubou o futuro do Brasil; que aparelhou o público para uso privado; que institucionalizou a corrupção em diversos níveis e depois jogou migalhas ao povo por meio do assistencialismo hipócrita e da burocracia que dificulta o empreendedorismo para geração real de emprego e renda. 

Como se não bastasse, um estamento que, nas últimas década, ainda nos jogou uns contra os outros (brancos contra negros, gays contra héteros, homens contra mulheres e por aí vai), para promover duas políticas nefastas: a coletivização de indivíduos em grupos e assim, no segundo ponto da questão, melhor dividir para conquistar. 

Promove-se falácias por meio de discursos ideológicos e penaliza quem de fato “carrega o piano nas costas”: os homens que produzem algo nesse país. 

A ministra expõe a face ridícula desse establishment em seu documento de 207 páginas, quando zomba do teto constitucional (uma das raras medidas para impedir gastos exorbitantes com quem faz parte do banquete estatal), dizendo que não podendo acumular R$ 60 mil em salários é o mesmo que estar sob “trabalho escravo”. 

É que a “coitada” da ministra por ser desembargadora aposentada, recebe apenas R$ 3.300 do Ministério de Direitos Humanos, já que tem a aposentadoria de R$ 30 mil. Com isso, a ministra expõe o valor de sua “causa” pelas “minorias”: não dá para defender as “injustiças sociais” da dívida histórica por tão pouco, não é ministra? 

Será que passou pela cabeça dessa senhora que ela poderia - diante de situação tão adversa que dificulta a sua sobrevivência (oh, céus!) - não aceitar o convite para ir ao ministério? E somente o fato de ter aceito de forma livre sua atuação condição de ministra já passa longe de ser escravidão, independente do que receba por isso. Seria assim mesmo que não recebesse nada! 

Largue o osso, ministra. A maioria da população não sentirá falta de seu “empenho” de prestação de serviço ao Estado brasileiro. Afinal, parcela significativa da população, ganha bem menos que a senhora e luta todos os dias - como pode! - para um país mais justo, sendo pais, mães, trabalhadores e empresários responsáveis por si e pelos próximos na busca pela sobrevivência. Busca esta que muitas vezes é atrapalhada pelo Estado ao invés de auxiliada. 

Isto sem contar que o “trabalho escravo” da ministra - que pelo Código Penal é definido como algo forçado - foi aceito por ela. Ninguém a obrigou a aceitar o convite feito pelo presidente Michel Temer (PMDB). Tal convite ainda veio com carro, motorista, viagens de avião da Força Aérea para compromissos profissionais e uma série de benesses que o trabalhador comum não possui. 

Que trabalho escravo, né ministra? A senhora promove um escárnio com quem de fato luta para sobreviver recebendo salário mínimo nesse país, sem contar com escárnio com as vítimas da escravidão. Basta a ministra abrir um livro de História para compreender isso. 

Se tivéssemos um presidente com o mínimo de bom-senso (coisa rara nos últimos tempos), teríamos alguém que exoneraria Valois de imediato para não submetê-la a um trabalho “degradante” de participar da cúpula fantasiada de “justiceira social”. 

Tenha coragem! Seja homem, presidente. Coloque a ministra para fora, liberte-a desses grilhões de ouro da cúpula do Executivo, para que ela curta a sua aposentadoria como bem entenda...

Estou no twitter: @lulavilar