Foto: Bruno Levy/Cada Minuto Bf5c8576 729b 4eee 82c9 1896d8cb0fd8 Delegado Daniel Silvestre

Durante uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (01), na sede da Polícia Federal (PF), no bairro do Jaraguá, o delegado o Daniel Silvestre e o superintendente da PF, Bernardo Gonçalves de Torres, confirmaram que mais de 50 inquéritos que investigam crimes eleitorais foram instaurados em Alagoas.

De acordo com o delegado Daniel Silvestre, a Polícia Federal foi demandada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para que a PF apurasse as denúncias que apontaram compra de voto ou troca de favores. “Ao todo, foram mais de 50 inquéritos”, disse o delegado.

Silvestre também ressaltou que caso seja comprovado crime de corrupção eleitoral, o MPE pode entrar com um pedido de impugnação dos mandatos.

Vereador envolvido

Na manhã de hoje, os delegados também passaram informações sobre a operação “Pensa Maceió”.

O vereador por Maceió Antônio Hollanda foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal em Alagoas para prestar depoimento em um inquérito que investiga a compra de votos durante as eleições de 2016. 

Durante as investigações foram constatados indícios de oferecimento de serviços médicos e odontológicos gratuitos em troca de votos supostamente praticada pelo vereador e por pessoas a ele relacionadas, durante a campanha eleitoral do ano de 2016.

As diligências realizadas mostraram que o parlamentar teria se utilizado das instalações de uma suposta entidade sem fins lucrativos, a qual tem como presidente pessoa vinculada ao gabinete do mesmo vereador há mais de dez anos.

De acordo com o delegado Daniel Silvestre, a Polícia Federal foi demandada após receber informações do Ministério Público Eleitoral e que as investigações mostraram que a presidente da ONG – que foi fechada após a eleição – trabalhava no gabinete do vereador.

“Além da presidente, o tesoureiro é ou foi funcionário do gabinete. Algumas pessoas foram ouvidas durante o inquérito e as provas foram colhidas e serão analisadas para entender o grau de participação de cada uma”, informou. O delegado não informou qual o grau de parentesco de outra pessoa envolvida no esquema.

Ainda segundo as investigações do delegado, atendimentos médicos foram realizados constantemente no local à época da última campanha eleitoral de 2016, ocasião em que o então candidato comparecia diariamente à sede da ONG para realizar campanha.

*estagiário