Foto: Bruno Levy/Cada Minuto B9598dae 9370 4c8b 8992 ee51ad95fcc5 Superintendente Bernardo Torres

(Atualizada às 10h27)

O vereador por Maceió Antônio Hollanda foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal em Alagoas para prestar depoimento em um inquérito que investiga a compra de votos durante as eleições de 2016. A PF deflagrou a operação “Pense Maceió” e os agentes cumprem seis mandados de busca e apreensão, além de uma Condução Coercitiva expedidos pela 3ª Zona Eleitoral.

Durante as investigações foram constatados indícios de oferecimento de serviços médicos e odontológicos gratuitos em troca de votos supostamente praticada pelo vereador e por pessoas a ele relacionadas, durante a campanha eleitoral do ano de 2016.

As diligências realizadas até o momento demonstram que o parlamentar teria se utilizado das instalações de uma suposta entidade sem fins lucrativos, a qual tem como presidente pessoa vinculada ao gabinete do mesmo vereador há mais de dez anos.

De acordo com o delegado Daniel Silvestre, a Polícia Federal foi demandada após receber informações do Ministério Público Eleitoral e que as investigações mostraram que a presidente da ONG – que foi fechada após a eleição – trabalhava no gabinete do vereador.

“Além da presidente, o tesoureiro é ou foi funcionário do gabinete. Algumas pessoas foram ouvidas durante o inquérito e as provas foram colhidas e serão analisadas para entender o grau de participação de cada uma”, informou. O delegado não informou qual o grau de parentesco de outra pessoa envolvida no esquema.

Ainda segundo as investigações do delegado, atendimentos médicos foram realizados constantemente no local à época da última campanha eleitoral de 2016, ocasião em que o então candidato comparecia diariamente à sede da ONG para realizar campanha.

Os mandados estão sendo cumpridos por 30 policiais na sede da ONG investigada e o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal.

A ação tem objetivo de instruir inquérito policial instaurado com a finalidade de apurar a suposta prática do crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral Brasileiro, “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita.”, tendo em vista os indícios de oferecimento de serviços médicos e odontológicos gratuitos em troca de votos supostamente praticada por vereador de Maceió e por pessoas a ele relacionadas, durante a campanha eleitoral do ano de 2016.

*Com informações da Assessoria.