Foto: Davi Soares/Arquivo Da4d116d 4661 4d63 95a3 d11088003828 Alfredo Gaspar de Mendonça

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE) irá investigar o processo do pedido de recuperação judicial ingressado na Justiça por sete usinas da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CRPAAA).

Ao todo serão nove promotores, entre eles integrantes do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc). As usinas entraram com esse pedido para solicitar maior prazo de carência para renegociação de suas dívidas e assim tentar evitar falência. 

A portaria com os nomes dos promotores foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (30). Os promotores serão Antônio Luiz dos Santos Filho, Elísio da Silva Maia Junior, Hamilton Carneiro Júnior, Luiz Tenório Oliveira, Carlos Davi Lopes, Eloá de Carvalho Melo, Edelzito Santos Andrade, Marllisson Andrade Silva e Wladimir Bessa da Cruz.  

Duas empresas que atuam junto à manutenção e exportação da produção dos cooperados também ingressaram com a ação. Em 2016, pequenos produtores realizaram um protesto em frente a  Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), no bairro do Jaraguá, contra um possível calote de usineiros que mantêm uma dívida milionária com os trabalhadores. Em todo o Estado, 90% dos 7,4 mil produtores de cana também são pequenos fornecedores.

As sete usinas que entraram com a ação judicial são: Sinimbu, Sumaúma, Penedo, Porto Rico, Porto Alegre, Capricho e Seresta, que pertence à família do ex-governador Teotônio Vilela, e as empresas Coopertrading, responsável pelas vendas da produção, e a Mecânica Pesada Continental S/A, que realiza manutenções nas usinas.