Fillipe Lima/CM 593cf76a 5204 4991 8eb0 31463744daf8 Coletiva sobre Operação Sepse

Após a prisão do ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fábio Rangel Nunes de Oliveira, ocorrida na cidade de Arapiraca na última sexta-feira, 27, na terceira fase da Operação Sepse, deflagrada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), os promotores Carlos Davi Lopes e Eloá Carvalho, do Ministério Público Estadual (MPE/AL) em coletiva à imprensa informaram nesta tarde que as investigações acontecem também nas cidades de Santana do Ipanema, Mata Grande, Maravilha, Ouro Branco, Poço das Trincheiras e Senador Rui Palmeira.

Segundo os promotores estão sendo investigadas contratações de bandas, palanques e outras estruturas ligadas à área de entretenimento que apontam indícios de possíveis fraudes.

“Alguns contratos de empresas para locação de automóveis também estão sendo investigados”, afirmaram os membros do MPE.

Esquema na saúde

No caso de Girau do Ponciano, onde o ex-prefeito Fábio Rangel, é acusado de comprar medicamentos por meio de notas fiscais fraudulentas e causar um prejuízo de milhões para a saúde pública, os promotores afirmaram que “a empresa RR Distribuidora, de propriedade de Rafael Barros de Lima, que nunca forneceu nenhum medicamento na vida está sendo investigada uma vez que já se constatou que é especializada somente em emitir notas fiscais fraudulentas e ainda estima-se o pagamento de propina à secretaria de Saúde do município estimado em cerca de R$ 1 milhão”.

Na empresa Campos Distribuidora e KM Distribuidora o esquema acontecia na compra dos medicamentos. Quando material chegava na cidade era cobrada  uma propina de cerca de 10% em cima do valor da compra. Já no caso da RR Distribuidora, era só esquema. Não havia distribuição de medicamentos nessa empresa já que ela era de fachada.

Nas investigações também foi observado que haviam outras empresas de distribuição de Arapiraca como a Campos Distribuidora e KM Distribuidora que negociavam 10% de propina ao prefeito de Girau, Fábio Rangel e o seu tio Valdemir Aurélio, comentaram os promotores.

Os promotores declararam que segundo os donos da Campos Distribuidora e KM distribuidora, “é impossível trabalhar para o serviço público sem entrar nesses esquemas”.

Até o momento quatro pessoas foram presas e outra se encontra foragida.

Segundo o Gecoc, existe uma empresa que realmente opera licitamente. Mas quando ela entra no ente público, há as relações errôneas.