Foto: Waldson Costa/G1 AL Bc72d258 62b1 4042 b24a 41397c0dea33 Maria José, de 57 anos, mãe de Davi Silva

Está marcada para esta sexta-feira (27) a primeira audiência de instrução sobre o desaparecimento do jovem Davi Silva, que sumiu após sair de sua casa no dia 25 de agosto de 2014. Durante esse tempo de investigação, foram indiciados policiais militares todos soldados do Batalhão da Radiopatrulha.

Davi saiu de casa numa segunda-feira, com um amigo. Foi abordado por uma guarnição da polícia militar, apreendido na posse de uma “bombinha” de maconha, colocado na viatura e nunca mais foi visto.

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia por tortura seguida de morte e ocultação do cadáver, contra Eudecir Gomes, Carlos Eduardo Ferreira, Vitor Rafael Martins e Nayara Andrade, todos soldados do Batalhão da Radiopatrulha, todos indiciados no inquérito.

A ação penal tramita hoje em segredo de justiça na 14ª Vara dos Crimes contra a Criança, o Adolescente e o Idoso. Desde que Davi foi dado como desaparecido  e uma das principais perguntas que continuam sem resposta é com relação ao paradeiro do corpo.

Às vésperas de completar um ano de sumiço, um corpo foi encontrado no dia 08 de agosto de 2015 próximo a um terreno baldio no conjunto José Tenório e acendeu novamente a chama da esperança dos familiares em conseguir colocar um ponto final no drama.

Passaram-se quase três meses para o Instituto de Criminalística descartar a hipótese. O confronto genético do DNA do corpo e da mãe de Davi não confirmou o parentesco. Desde então nenhuma nova informação sobre o corpo do jovem surgiu, o que só fez aumentar a angústia da família que busca respostas.