Arquivo/Divulgação Ee1532cc 339e 4645 8faa 8306b4d0f558 Thomaz Nonô

A oposição (grupo de apoio do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) começa a endurecer o discurso em relação às eleições de 2018. Duas frentes: 1) pressão sobre Rui Palmeira para que ele adiante seus passos e assuma a possibilidade da disputa já como um pré-candidato; 2) as críticas ao governador Renan Filho (PMDB) e ao senador Renan Calheiros (PMDB). 

Isto não quer dizer que a situação também não faça o mesmo jogo em sentido inverso. Faz e há muito tempo. Em recente evento, Renan Filho endureceu o discurso nas críticas ao ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), ao comparar as duas gestões: a de agora com a do passado. 

Nesse tabuleiro de xadrez, o secretário municipal de Saúde e “comandante” do Democratas, José Thomaz Nonô não quer ficar de fora. Nonô estrutura uma candidatura no pleito e mira na disputa pelo Senado Federal. Aos mais próximos, tem dito que será candidato a aquilo que Rui Palmeira não for. Logo, há ainda a possibilidade de tentar disputar o Executivo estadual. 

Nas redes sociais, Nonô postou de forma enfática: “Quem estiver satisfeito com os Calheiros, mantém o governador. Quem não estiver, muda. Eu me inclino aos que querem mudar”. 

O secretário municipal diz que gostaria de ver uma eleição para o governo do Estado entre Renan Filho e Rui Palmeira. “São políticos da mesma geração, tiveram a vivência na Câmara Federal quando foram deputados, são absolutamente opostos na maneira de fazer política e de conduzir pessoal. Então, é uma bela oferta ao eleitorado alagoano”. Opinião de Nonô. 

Não vejo os grupos postos - apesar de opositores - como tão distantes quando se vai às raízes da política alagoana. Todavia, a tendência é polarizar conforme o calendário para as eleições se encurta. 

Já o “cabeça” do grupo - o prefeito de Maceió, Rui Palmeira - permanece em silêncio e com cautela. Palmeira não comentou, por exemplo, a decisão de Teotonio Vilela Filho de passar o bastão do comando do PSDB para ele. A decisão de Vilela gerou burburinhos na própria oposição e houve até uma manifestação pública (já exposta nesse blog) do deputado federal Arthur Lira (PP). 

Lira falou usando o pronome “nós”, o que dá a entender que externa o sentimento de um grupo. Se é assim ou não, aí é outra história. 

Coincidência a fala de Nonô nesse momento? Não acredito em coincidências assim na política alagoana. 

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