Foto: Assessoria/Arquivo 5462fcf9 3c36 4d32 93bd d228e21750a1 Deputado Arthur Lira

Como disse em portagem anterior, as falas do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) negando acordo com o senador Renan Calheiros (PMDB) e - mais recentemente - abrindo espaço para que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) assuma o comando do “ninho tucano” em Alagoas, tem causado burburinhos dentro do próprio bloco de oposição ao atual governador Renan Filho (PMDB). 

Algumas manifestações estavam nos bastidores. O chamado “fogo-amigo”. É que alguns aliados acreditavam que Rui Palmeira mudaria de partido para não ficar refém do PSDB. Mas Vilela ressalta que não há, nem nunca houve, acordo com o senador Renan Calheiros para tentar desarticular a oposição e favorecer a Renan Filho, Renan Calheiros e o próprio Vilela. 

Quem não enxerga assim e fez questão de se posicionar publicamente foi o deputado federal Arthur Lira (PP).

O parlamentar divulgou - em suas redes sociais - um vídeo em que clama para que Rui Palmeira não assuma a presidência do PSDB. O PP de Lira é um dos mais fortes aliados do prefeito de Maceió. O vice-prefeito Marcelo Palmeira e o senador Benedito de Lira estão nessa sigla.

De acordo com Arthur Lira, que inicia o vídeo na primeira pessoa do plural, dando a entender que fala por um grupo, há uma preocupação na oposição diante das recentes declarações de Teotonio Vilela Filho. 

“Nós que fazemos o grupo de oposição estamos lendo e vendo com bastante preocupação algumas notícias que estão sendo veiculadas nos jornais sobre (…) Rui Palmeira (PSDB) - o nosso candidato ao governo - assumir a presidência do PSDB”, coloca o deputado.

Segundo Lira, toda a base aliada de Vilela foi traída em 2014 pelo fato do governador ter escolhido a candidatura de Eduardo Tavares (PSDB) ao governo. Tavares desistiu da candidatura e o PSDB teve que recorrer a um candidato tampão: o atual prefeito de Palmeira dos Índios, Julio Cézar, hoje no PSB. 

Para o deputado, o que houve foi um acordo - definido naquele ano - entre Vilela e Calheiros. Em entrevistas passadas, Vilela disse que apostou em Tavares, naquele momento, pelo qualitativo e as chances de ele crescer nas pesquisas e derrotar os demais candidatos, negando - portanto - qualquer influência externa em sua decisão. 

Em post anterior disse que as “águas passadas” da política alagoana ainda moviam alguns moinhos do PP e do Democratas. Lira parece não acreditar no ex-governador e chama, tanto ele quanto Calheiros, de “senadores siameses”. “Ele (Teotonio Vilela) abdicou de todo o seu grupo político, toda base de apoio, para confirmar acordo branco que tinha com Renan Calheiros. Estou relembrando isso ao prefeito Rui para que pese e pense seu destino. Não é justo que façamos parte do grupo de oposição e fiquemos a disposição de um jogo político já jogado desde 2014”.

Se a oposição bate-cabeça, a situação comemora!