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Após a circulação em redes sociais onde a secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, Claudia Petuba apareceu hoje malhando no Centro Especializado em Fisioterapia e Reabilitação Esportiva (Cefire), espaço  voltado para o atendimento de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e atletas federados e amadores que necessitam de reabilitação, um professor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) que foi impedido de entrar para fazer seus atendimentos utilizou também as redes sociais para expressar sua revolta diante do que chamou de “atitude de coronelismo e birrenta de menina mimada”.

Em entrevista ao CadaMinuto, o professor Geraldo Magella  disse que “ao chegar para realizar meu trabalho fui impedido pelo vigilante de entrar no Cefire, pedi ao menos para retirar a agenda que estava dentro para poder ligar e cancler os pacientes porém nem esse direito eu tive”, esclareceu.

O professor destacou ainda que devido à atitude de Petuba  pacientes usuários dos serviços do SUS que teriam atendimento hoje tiveram que ser dispensados e entre os pacientes há pessoas “com hérnia de disco, que sofrem de intensas crises álgicas de coluna pelo simples fato, de uma Secretária de Estado entender que, pode fazer da coisa pública um espaço privado; isso é vergonhoso e desrespeitador para conosco que servimos esse Estado, assim como para a sociedade alagoana e Uncisal”.

A Uncisal destacou que o espaço é direcionado para fisioterapia e reabilitação de atletas além de usuários do SUS, além de reforçar que o espaço é utilizado como clínica escola.

Em nota, a Selaj destacou que a medida foi tomada após diversas tentativas de negociação entre a Selaj e a Uncisal. Confira abaixo a nota na íntegra.

A Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude-Selaj, esclarece alguns fatos referentes a divulgação de fotos e informações, nas quais a secretária Claudia Petuba, teria impedido que funcionários do Centro de Fisioterapia e Reabilitação Esportiva-Cefire de trabalhar e atender pacientes e atletas.

O Cefire foi construído como legado da Copa do Mundo, através de verba do Ministério do Esporte, para fisioterapia, reabilitação e treinamento esportivos, com o objetivo maior de desenvolver o ESPORTE em Alagoas. Na administração anterior do Governo de Alagoas, a gestão foi passada por 20 anos para a Uncisal, com o objetivo de atender apenas alunos e pacientes de fisioterapia esportiva daquela Universidade.

Na gestão atual, a Selaj buscou a Uncisal com a proposta de ampliar o atendimento para atletas, devidamente vinculados às suas Federações, servidores públicos e beneficiários dos programas desta secretaria – em virtude deste público da sociedade ter uma demanda maior que o proposto inicialmente – e na oportunidade um regimento foi estabelecido desta forma.

Porém, com o passar do tempo, o acesso de atletas e servidores ao Cefire foi prejudicado por uma burocracia que não condiz com a necessidade. Existe atualmente uma visão exclusivista, onde poucos podem utilizar o espaço, com uso semelhante ao de clínica privada, sem preocupações com a grande demanda de pessoas que necessitam deste Centro.

Após inúmeros relatos de expulsões e proibições a Selaj voltou a contactar a reitoria da Uncisal, que gentilmente, em reunião, encaminhou pra que a Gerente do Cefire solucionasse o impasse; mas embora tenham sido marcadas três reuniões, a responsável pelo espaço não compareceu, sendo de difícil contato também por ligações. Na manhã desta terça (17/10), mais uma vez, três servidores foram impedidos de utilizar o espaço, mesmo estando com seus nomes constando em lista enviada previamente à Uncisal.

Dentre as medidas adotadas para estabelecer o melhor uso do Cefire, esta Secretaria adotará medidas semelhantes às exigidas pela Uncisal: só liberará o acesso dos seus trabalhadores ao Estádio Rei Pelé quando solicitar formalmente o ingresso deles à Secretaria, informando o nome, função, dias e horários que necessitam ingressar no Estádio para fazer uso do Cefire; preenchidos estes requisitos, terão de pronto seus respectivos acessos liberados.

A Selaj tem como objetivo fomentar o esporte em Alagoas e por isso, defende que o espaço deve ser utilizado pelos atletas que necessitam de oportunidades para melhor desenvolverem seus treinamentos, bem como os servidores públicos que necessitam de contínua valorização. Repudiamos o tratamento desrespeitoso que atletas e servidores receberam no local por recorrentes vezes. Além de ampliação do perfil de usuários, a Selaj defende que um maior número de pessoas possa utilizá-lo, hoje o número de beneficiários é muito baixo, além de não funcionar dois dias na semana, quando poderia atender um elevado número de cidadãos.

A Selaj reivindica melhor uso do espaço, sem garantir trabalho à mais para os servidores da Universidade, tendo em vista que disponibilizará os profissionais para atender a grande demanda da população.