foto: arquivo/Cada Minuto 599152ea 1c85 4bc6 ab15 3bc449092104 Teotônio Vilela Filho (PSDB)

O anúncio do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) reafirmando o apoio ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) numa eventual candidatura ao governo do Estado de Alagoas causou “burburinho” nos bastidores da política alagoana. 

Não se trata apenas do apoio de Vilela a Rui, mas da “passagem de bastão” do comando do PSDB estadual. É que aliados de Rui Palmeira já contavam com a possibilidade do prefeito querer mudar de partido para oferecer a este uma nova sigla. Dentre estes, o Democratas do secretário municipal de Saúde, José Thomáz Nonô. 

Agora, não haveria razão para Rui Palmeira deixar a legenda, já que querendo ser candidato terá total liberdade para negociar as alianças a serem feitas pelo “ninho tucano”. É que pessoas próximas a Rui Palmeira realmente defendiam a tese de que Teotonio Vilela Filho poderia fechar aliança com o senador Renan Calheiros (PMDB), inviabilizando o PSDB. Por esta razão, Palmeira precisaria de uma alternativa. 

Além disso, há a própria posição de Vilela. Candidato ao Senado Federal, Vilela já ocupa uma vaga majoritária na chapa, restando apenas mais uma para compor o trio que encabeçaria a coligação, já que são duas vagas ao Senado. 

Quem seria o outro nome? 

O senador Benedito de Lira (PP) é um aliado forte de Rui Palmeira. Tanto que, em 2014, Palmeira ficou ao lado da candidatura de Lira ao governo do Estado e não do lado dos tucanos, que tiveram um “candidato tampão” após a desistência de Eduardo Tavares (PSDB): o atual prefeito de Traipú. 

Dentro do PP, por exemplo, ainda não se “engoliu” o fato de Vilela ter optado por lançar Eduardo Tavares ao governo do Estado ao invés de ter apoiado o senador Benedito de Lira. Para alguns pepistas, se Lira tivesse tido o apoio da “máquina”, a disputa com o governador eleito Renan Filho (PMDB) teria sido outra. Mas aí é a força do “se” e são “águas passadas”. 

José Thomáz Nonô também perdeu o “cavalo selado” naquela eleição de 2014, quando o ex-governador Teotonio Vilela optou por seguir o mandato e não se candidatar ao Senado Federal naquele momento. Nonô era o vice e sonhava com uma candidatura ao governo estadual. Sendo assim, há “ranhuras” na oposição ao PMDB em Alagoas e se o bloco busca se consolidar em uma frente, precisará superá-las. 

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