Foto: Câmara Municipal 1aa3d037 ddc1 45b7 8fa6 1a3a0101571d Vereador Ronaldo Luz

Após o vereador e médico Ronaldo Luz dizer na sessão ordinária da última quarta-feira (11), na Câmara Municipal, que a homossexualidade é doença, o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse que o Conselho Municipal LGBTI apresentou uma carta de repúdio e que os grupos devem realizar um protesto na próxima semana em frente à Câmara.

Segundo Nildo, os grupos querem rebater a fala do vereador e a postura retrógrada, como definiu. “Vindo do vereador não é de se espantar porque infelizmente vivemos em um momento político, talvez por culpa nossa, em que a política é repleta de pessoas conservadoras, homofóbicas e machistas. O que me espanta é a fala não do vereador, mas sim do profissional de saúde que ele é”, ressaltou.

Conforme Nildo, o vereador Ronaldo Luz disse que comprovava que homossexualidade era doença, mas desafiou que o médico mostre a comprovação. “A Organização Mundial de Saúde não provou, eu desafio a ele a mostrar uma pesquisa fundamentada onde mostra que homossexualidade é doença”, comentou.

Para completar, Nildo afirmou que pensar como o vereador é um retrocesso, mas que os grupos ainda estão definindo o dia do protesto em frente à Câmara. “O movimento LGTI não vai se calar! Vereador, você teve uma fala preconceituosa, na cabeça dele a pessoa tem que ir para o armário, se resguardar para viver essa política nojenta”, desabafou.

Entenda o caso

O vereador disse que na Tv Globo é mostrado que é normal o homossexualismo explicito. “Eu não concordo porque transmite à sociedade aquilo que não é normal. O homossexualismo, eu o considero como médico, uma enfermidade, patologia. Eu tenho o direito de considerar sim”, ressaltou.

O médico também afirmou que homossexualidade tem suas formas, sendo grave, moderada e leve, comparando a “doença” com a hipertensão. Além disto, o vereador disse que sentia falta da época em que os homossexuais “se escondiam para não envergonhar a família".

Ronaldo Luz ainda disse que os filhos dos senhores de engenho que tinham a doença, viravam padres para se esconder.

Para finalizar, o vereador disse que não se deve odiar, mas que condena e não aceita é dizer à sociedade que isso é normal. “Essa é a minha visão, tenho amigos homossexuais que jamais condenaria, mas é uma infelicidade para aqueles que ocorrem isso [referindo-se aos homossexuais]”, concluiu.