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Anne Celestino escreve sobre nossa busca de identidade e o blog compartilha:

"Eu lembro que com 5 anos de idade eu usava “ser palhaço” como justificativa para demonstrar quem eu sou, demonstrar minha feminilidade.

Foram tantas as vezes que perguntei a minha mãe se ela podia me emprestar o batom dela, porque eu ia me “fantasiar” de palhaço, isso porque eu queria, pelo menos por alguns minutos, algo feminino em mim, onde eu me sentia mais acolhida, onde eu me sentia mais eu.

Foram tantas as vezes que minha mãe chegou em casa e eu estava com as roupas dela.

Com a maquiagem dela.

Usando o perfume dela.

Foram tantas as vezes que eu, criança, me sentia aprisionada e apenas por instantes e escondida, conseguia ser quem eu sou e sempre fui.

Não cortem as asas dos seus filhos (as) deixem que eles se expressem da maneira que for, com maquiagem, com carrinhos, com bonecas, com o balé ou com o street dance, com o rosa ou o azul, deixem eles se descobrirem, não os aprisionem."

 

Fonte:https://www.facebook.com/transtornada.blog/?hc_ref=ARSF0DCZRaMGkga0-qsUC0HnENE_p5iu235Bt1nGORlZIzCsq4XYkXcpNtFQ_qbydxI