Líder em todas as pesquisas contra todos os possíveis adversários, a um ano das eleições o ex-presidente Lula parece não ter, ainda, adversário capaz de enfrentá-lo em 2018, apesar de todos os problemas que sofre no campo jurídico, inclusive com uma condenação em primeira instância.

Um dos fatores que ainda permanece na lembrança da população são os avanços sociais e econômicos dos governos do ex-presidente. Por outro lado, os nomes que surgem como opções não são representativos, com exceção do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, ainda sem partido, capaz de atrair eleitores de várias tendências, especialmente do centro.

Os demais, como Jair Bolsonaro, segundo nas pesquisas, é muito extremado para o gosto da maioria. Quanto a Geraldo Alckmin e João Doria, ambos do PSDB, o primeiro já foi derrotado numa disputa presidencial e, principalmente, não é um governador tão bem avaliado em São Paulo. Quanto ao segundo, tem um perfil excessivamente empresarial e de mercado para convencer o eleitorado país afora.

Além disso, o PSDB tem uma dificuldade ainda maior: está dentro do governo Michel Temer, altamente rejeitado, capaz de contaminar tudo e todos ao seu redor, mesmo que a economia melhore e seja sentida nos bolsos dos brasileiros.

João Francisco Meira, sócio da empresa Vox Populi, acredita que Lula é candidato a presidente mesmo se for preso. E se for condenado em segunda instância, vai transformar o caso em uma guerra jurídica.

E, de fato, não restará alternativa ao ex-presidente que não seja “brigar”. E em caso de prisão ou impossibilidade de candidatura, é provável que testemunhemos “uma campanha com um representante do PT prometendo que, se eleito, será Lula, de fato, quem irá governar”, prevê João Francisco Meira.

Provavelmente testemunharemos uma longa e emocionante novela ao estilo pastelão brasileiro.

Merecemos?