Cláudio Roberto 416df3ab 99be 4369 a69a c67691256d5b Pablo diz que a fila não anda e pacientes podem perder a vida

O vereador Pablo Fênix (PRB) disse que o Sistema Público de Saúde mantém uma longa fila de espera para centenas de pacientes que precisam fazer uma cirurgia do coração. “São muitas pessoas que são obrigadas a entrar numa fila e que podem perder a vida por conta da demora só para a autorização deste procedimento”, lamentou. 

De acordo com o vereador de Arapiraca, a situação não pode mais continuar assim e ele cobra que haja uma união dos demais vereadores, dos prefeitos e secretários de Saúde dos municípios para que encaminhem um pedido de urgência ao governador Renan Filho (PMDB) para fazer a ‘fila andar’. 

“O Estado de Alagoas conta com os mais bem avaliados cirurgiões do coração, hospitais equipados para a realização do procedimento cirúrgico, então só precisa que haja empenho do governo em buscar esta parceria com o Ministério da Saúde para que os pacientes possam passar pela cirurgia antes de terem a saúde ainda mais prejudicada”, disse Pablo.  

Defensoria 

A Defensoria Pública de Alagoas entrou na Justiça pedindo providências sobre a demora realizar uma cirurgia cardíaca pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A espera para este tipo de procedimento pode passar de um ano e em apenas uma Unidade Hospitalar do Estado existem 150 pessoas aguardando a vez. 

Segundo o defensor público Daniel Alcoforado, do número de pacientes que aguardam pelo procedimento cirúrgico, 27 são casos de urgência. “A longa fila de espera coloca ainda mais em risco a vida do paciente, que passa a ter cada vez menos chance de se recuperar da doença”, disse.

Por sua vez, os hospitais informam que não existem leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) suficientes para atender todos os pacientes que precisam de cirurgia cardíaca. A responsabilidade para contratar os leitos é das secretarias estadual e municipal de saúde.  No entanto, o governo afirma que os leitos estão, sim, disponíveis nos hospitais e que os diretores serão convocados para darem explicações sobre a indisponibilidade dos leitos.