Foto: TSE F1b169a5 0279 4002 9ad5 ce656a6a5216 Urna Eletrônica

Reforma política no Brasil nunca é de fato uma reforma política, mas simplesmente um “arrumado” com o foco eleitoral e não na busca pela resolutividade da crise de representatividade que o país vive há tempos. 

A prova disso é que, mais uma vez, os políticos deram um jeito de passar os custos de campanha para as costas do contribuinte, que já paga por todo o establishment da República sem ter sequer serviços - que deveria ser a função primordial do Estado - de qualidade. 

Estado gigante, cidadão sufocado, mais corrupção e mais benesses aos políticos. É uma fórmula que tem sempre essa sequência. 

E lá vamos nós, rumo a pagar a conta no que depender dos políticos cheios de benesses. Desta vez, a Câmara aprovou a criação de um fundo eleitoral no valor de cerca de R$ 1,7 bilhão. Esta excrescência contou com o apoio de deputados federais alagoanos. 

Como se já não existissem rombos imensos pelo país que acabam pesando no bolso do pagador de impostos, diante da carga tributária absurda que temos. Mais uma vez, a reforma política não passa de um engodo. 

Oito parlamentares participaram da votação. Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRP), Paulão (PT) e Ronaldo Lessa (PDT) votaram favoráveis ao fundo eleitoral. Estes são os que querem que o Estado meta a mão no seu bolso para custear campanhas, com a desculpa de combater a corrupção. 

Votaram contra os deputados federais Cícero Almeida (Podemos), Givaldo Carimbão (PHS), Pedro Vilela (PSDB) e Rosinha da Adefal (Avante). Apenas João Henrique Caldas, o JHC (PSB), não participou da votação. 

Agora, o texto segue para o Senado, que deve apreciar a matéria amanhã devido o prazo eleitoral.  Se os senadores derem o “ok”, o que teremos é um fundo bilionário para financiar campanhas. Dinheiro dos brasileiros que vai pelo ralo por meio dos partidos políticos. 

Este é um voto que deveria envergonhar quem foi a favor dessa excrescência, repito! 

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