Foto: Correios dos municípios 76b952a4 4687 4b1b b98e 23296f31e3e2 Prefeito Arthur Freitas (PMDB), vice-prefeita Betânia (PP) e vereadores de Santana do Mundaú

Mais uma Câmara de Vereadores em Alagoas, leia-se os parlamentares, estão no cargo para legislar contra o que prometeram durante o pleito eleitoral de 2016.  

É o que podemos chamar de "legislar em causa próprio ou interesse pessoal" em favor do Executivo local.  

Desta vez, moradores da cidade de Santana do Mundaú estão revoltados com um grupo de vereadores que aprovaram - na segunda-feira (02) - o Projeto de Lei (PL) de Nº 27/2017, de 26 de agosto de 2017, que dispõe sobre a criação do "Novo Código Tributário" do município. 

Por 6X3, a Câmara de Santana do Mundaú aceitou o PL enviado pela equipe do prefeito Arthur Freitas (PMDB). 

Votaram em concordância com o Executivo os vereadores: Alex Freire (PMN), Edileuza Machado (PRP), Dr.ª Inez (PRP), Vanderlei da Chã de Areia (PMDB), Genor (PR) e Chamego do Forró (SD). 

Foram contra ao PL: Ivan Ferreira (PMN), Tôta (PRP) e Bia (PR).  

Nas ruas e redes sociais a população se manifestou contrário ao projeto que é considerado "absurdo" para um município do porte de Santana do Mundaú.  

"É um absurdo o que estão fazendo. Mais absurdo ainda é saber que os vereadores - que são responsáveis por cuidar dos interesses do povo - estão de acordo com esse absurdo. Eles não estão nem aí, afinal, esses impostos não sairão do bolso deles", disse uma moradora indignada.  

Ainda assim, o blog entrou em contato com dois parlamentares - de oposição e situação -  para ouvir a opinião de ambos.  

De um lado, Ivan Ferreira (PMN) explicou que foi contra ao PL de Nº 27/2017 por entender que os maiores prejudicados serão os moradores.

Ferreira reconheceu ainda que há necessidade de fazer um novo Código Tributário, porém, ouvindo comerciantes, moradores e a sociedade mundauense. 

"Não podemos aceitar a aprovação de um projeto sem discussão e que prejudique nosso povo. É preciso discutir sim um novo Código Tributário do município, no entanto, em consonância com os comerciantes, moradores e sociedade civil e organizada. É inadmissível que um Projeto de Lei seja aprovado sem discussões e para arrecadar apenas dinheiro da população. Santana do Mundaú não aceita que taxas e cobranças absurdas sejam pagas dessa maneira", pontuou Ivan Ferreira.  

Do outro lado, o vereador José Alves Brasileiro, o Genor  (PR), disse que apesar do "Novo Código Tributário" ser aprovado por seis a três, por exemplo, algumas emendas propositivas e modificativas foram aplicadas ao texto para que insente algumas cobranças.  

"Foi aprovado o PL, mas o que está no texto não será cobrado da população. Aprovamos [os vereadores de situação] com algumas emendas propositivas e modificativas que isentará taxas e cobranças, a exemplo da taxa do cemitério. Esse Projeto de Lei é importante para que Santana do Mundaú cresça e se desenvolva em várias áreas. Há muito tempo o código deveria ser implantado e o prefeito enviou sabendo que vai melhorar na arrecadação em prol do nosso município", comentou Genor.  

E o prefeito?

Por fim, o blog também entrou em contato com o prefeito Arthur Freitas (PMDB), na tentativa de que ele comentasse sobre sua "obra" enviada à Câmara de Vereadores, mas não obteve êxito. 

Segundo fontes do blog, difícil é encontrar Arthur Freitas na cidade. O que dirá atender um telefone?  

Porém, sabe-se que quem dá às cartas por lá são a mãe e o pai do "menino prefeito", respectivamente, os ex-prefeitos de Branquinha, Renata Moraes e Neno Freitas.  

Arthur Freitas, por conseguinte, está sendo considerado o "Prefeito Impostômetro" após obter aprovação  'maciça' do Projeto de Lei (PL) de Nº 27/2017. 

Será?   

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