Foto: CadaMinuto Ec42f619 69bc 4919 8d4e 80b3c14033ca Deputado Rodrigo Cunha (PSDB/AL) foi quem conduziu a audiência

Com as polêmicas que tomaram conta da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas nos últimos dias, uma informação acabou passando batida e possui extrema gravidade e merece ser levada adiante, na busca por esclarecimento: o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) usou a tribuna para falar de remunerações salariais que fogem ao bom senso. 

A jornalista Vanessa Alencar fez matéria sobre o assunto, no dia 19 de setembro. Aguardei para saber que providências seriam tomadas, inclusive por parte do próprio Cunha, em detalhar tais informações sérias. Pois bem, Cunha fala de alguns servidores - que recebem Gratificação por Dedicação Exclusive (GE) - que recebem salários maiores que o dos deputados estaduais. 

Indaguei o assunto a alguns parlamentares, eles dizem desconhecer tal situação. Por qual razão retomo ao tema? Quem conhece o recente passado da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas sabe que a Operação Taturana revelou a “Folha 108”, com alguns pagamentos estranhos. Depois, o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB) - que na época era estadual - revelou a “lista de ouro”: um grupo de comissionados que recebiam mais de 13 “salários” por ano. 

Eram vários questionáveis da “lista de ouro”. O Ministério Público Estadual entrou na investigação. Houve demandas judiciais, mas parece que o assunto “morreu” de uma legislatura para outra, como se o avanço do tempo fosse uma borracha. Recentemente houve uma auditoria na folha salarial da Casa de Tavares Bastos. O alvo foram os efetivos. Neste blog, coloquei diversas vezes que os comissionados não poderiam ficar de fora em função das suspeitas históricas. 

Cunha levanta uma lebre. Se vai adiante ou não, eu não sei. Faço votos que o próprio parlamentar busque detalhes do que levou à tribuna e dê nome aos bois. Até agora, o deputado estadual do PSDB, como mostrou a jornalista Vanessa Alencar, disse o seguinte: “São algumas contradições que verifiquei ao analisar o portal da transparência... Verifiquei em simples análise uma situação que foge ao bom senso... Como pode parlamentar receber R$ 20.040, escolher um comissionado para receber R$ 21.400, com a GDE... Como um funcionário ganha mais que o chefe? Tem algo errado”. 

Sim, tem! 

Cunha cobrou ainda o resultado do recadastramento dos servidores efetivos da Casa, que foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas na folha e informações sobre a instalação do Setor de Controle Interno, implantação de ponto eletrônico e o parece da Procuradoria da Casa sobre a auditoria. Por sinal, como anda também o trabalho que o Ministério Público Estadual disse que desenvolveria a partir da auditoria da folha da Casa de Tavares Bastos?

O presidente da Casa, Luiz Dantas (PMDB), disse que responderia os questionamentos de Rodrigo Cunha. 

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