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Foi com objetivo de mapear, indicar as principais soluções e, principalmente, impulsionar a campanha de combate às doenças cardiovasculares em Alagoas, denominada de “Setembro Vermelho”, que a Assembleia Legislativa realizou, nesta segunda-feira, 25, uma audiência pública. Proposta que deputado Rodrigo Cunha (PSDB), a audiência reuniu no plenário da Casa especialistas e profissionais da área, representantes de Órgãos públicos, além da sociedade civil, que debateram ações que promovam soluções para o problema.

O mês de setembro foi escolhido porque no dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração e, neste sentido, a campanha do Setembro Vermelho surgiu para que todos possam se inteirar da importância em cuidar do coração. A ideia é alertar sobre os cuidados com a saúde do coração e também como evitar doenças cardiovasculares, já que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardíacas são as principais causas de óbitos no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças do coração são responsáveis por 43% dos óbitos no país.

O deputado Rodrigo Cunha destacou a importância da audiência pública e lembrou que a prevenção é o caminho mais rápido para promover alguma mudança positiva no cenário atual. “As doenças cardíacas são as que mais matam no mundo e falar sobre a prevenção se faz necessário. Acredito que é a primeira vez que o Estado de Alagoas participa deste tipo de campanha, em que vários órgãos públicos e empresas privadas estão se envolvidos em chamar a atenção para a prevenção, como por exemplo, uma alimentação mais saudável e a prática de exercício físico, além da realização de exames preventivos. Sendo assim, toda essa mobilização vem para reforçar a importância de mudanças de hábito dos alagoanos e brasileiros”, afirmou.

O diretor presidente do Hospital do Coração, cardiologista Ricardo Cavalcanti, fez uma explanação mostrando números sobre o tema e disse que a campanha Setembro Vermelho é uma tentativa de conscientizar a população e as autoridades constituídas para que as doenças cardiovasculares deixem de ser uma epidemia com a maior causa de mortes no Brasil. O médico também destacou que a parceria entre as instituições privadas e o Poder estatal é o modelo que vem sendo feito no mundo inteiro no sentido de ganhar mais agilidade.

“São doenças que podem ser prevenidas com cuidados que vão desde o estilo de vida a exames preventivos, como tratar melhor a pressão arterial, fazer exercícios, acabar com o fumo, combater a obesidade e diabetes, enfim, uma série de medidas que a população e o governo podem fazer, dentro de suas possibilidades, para que tenhamos, pelo menos, uma redução, não só na mortalidade, mas no sofrimento que estas pessoas estão submetidas”, destacou Ricardo Cavalcanti.