Ascom/ALE/Arquivo 12608f91 38d8 4c9b aaf6 50ee695a26b4 Mesa da ALE

A aprovação de uma moção de apoio ao deputado Bruno Toledo (PROS) trouxe novamente ao plenário da Assembleia Legislativa (ALE) nesta quarta-feira, 20, a discussão acerca de um projeto sobre identidade de gênero realizado em uma escola de São José da Tapera.

Assinado por Francisco Tenório e Ricardo Nezinho (PMDB) e subscrito por todos os parlamentares, o documento repudia os “atos antidemocráticos praticados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) e seu secretário de Comunicação, Lucas Soares”.

A polêmica envolvendo Toledo e o Sinteal começou depois que ele disse que a atividade realizada na Escola Lucilo José Ribeiro descumpriu o Plano Estadual de Educação aprovado na Casa, no ponto que veda a utilização, nas escolas, de materiais que promovam, incentivem ou induzam comportamentos ligados à identidade de gênero, e sugeriu uma representação contra a unidade escolar.

A fala de Toledo gerou repercussão principalmente junto ao Sinteal, que divulgou uma nota, assinada por outras entidades sindicais, acusando Toledo de atacar, constranger e ameaçar os professores. Antes disso, o parlamentar já havia anunciado que processaria o sindicato por calúnia e difamação, devido a uma entrevista onde foi chamado de fascista e “apoiador da ditadura”.

Requerimento

Na sessão de hoje, o deputado anunciou que protocolou, ontem, o requerimento para convocação do secretário de Educação, Luciano Barbosa, da diretora e do professor da Escola Lucilo José Ribeiro para audiência pública com o intuito de debater a atividade sobre identidade de gênero realizada na unidade escolar e o Plano Estadual de Educação.

Diante da informação, Ronaldo Medeiros (PMDB) defendeu a atividade realizada pelo professor em São José da Tapera: “Não temos como impedir essa discussão de gênero... Para mim, é melhor que o assunto seja discutido sim com educadores e alunos”, alertou, explicando que nenhum dos alunos foi obrigado a participar do projeto.

O líder do governo na Casa lembrou também que a lei Escola Livre foi julgada inconstitucional, ao que Toledo argumentou que o Plano Estadual de Educação não tem relação com a referida lei, “quer ora nenhuma trata de orientação sexual”.

Repúdio

Os parlamentares aprovaram também uma moção de repúdio, requerida por Toledo, a um candidato a vice-reitor da Uncisal que, durante um debate antes das eleições em segundo turno, disse que os deputados queriam lotear a universidade e estavam de olho nos R$ 250 milhões de seu orçamento.