Foto: Ascom/ALE 49ac147f a535 4353 b6c7 cad2abe5c42f Deputado Bruno Toledo

O plenário da Câmara rejeitou, na noite dessa terça-feira (19), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que mudaria o sistema eleitoral para o distritão nas eleições de 2018 que elegeria os deputados estaduais e federais com mais votos, independente das alianças partidárias e de 2020 para a escolha de vereadores. A reportagem entrou em contato com políticos alagoanos para saber a opinião deles sobre a rejeição da proposta.

O deputado estadual Bruno Toledo (PROS) disse que é preciso uma verdadeira reforma política e não eleitoreira. Além disto, Toledo afirmou que não resolveria a crise de representatividade do atual momento.  “O congresso evita discutir a reforma de maneira profunda e usa eleições sucessivas como se fosse um laboratório”, ressaltou. O deputado também disse que o distritão o beneficiaria, porém, ele é contra a proposta.

O deputado federal Givaldo Carimbão (PHS) também se mostrou contra o distritão e enfatizou que também é contra o “fundão”. “Ontem derrubamos o distritão, graças a Deus. O distritão é você querer eleger essa gangue do palácio do Governo, trabalhei para ser contra e votei contra”, comentou.

Carimbão também disse que também é contra com o fundão. “Campanha tem que se fazer com ideais, com discurso e não comprando votos”, afirmou.

Já o vereador Silvânio Barbosa (PMDB) disse que é a favor do distritão. Segundo ele, o distritão corrigiria as distorções de alguns financiarem determinados grupos políticos para se manter no poder.

“Você usa o pequeno, alguns líderes comunitários para poder atingir o quociente eleitoral e nessa massa de manobra você se perpetuar no poder, ou seja, manter a tradição de pai para filho e filho para neto. Vejo com muita pena e lamento que não tinha sido aceito”, comentou.

A PEC não foi aprovada porque não atingiu o mínimo de 308 dos 513 votos. Foram 238 deputados contrários à alteração, 205 votaram a favor e houve uma abstenção.