Foto: CadaMinuto/Arquivo 13988705655159 Consuelo Correia, presidente do Sinteal

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) e outras entidades sindicais  divulgaram nesta sexta-feira, 15, uma nota intitulada “Em defesa da educação democrática e contra a censura e o discurso de ódio”.

No documento, o Sinteal afirma que o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na tarde de ontem, 14, para “atacar, constranger e ameaçar os professores de Alagoas”. A nota se refere ao discurso onde o parlamentar anunciou que irá processar a direção do sindicato por calúnia e difamação.

Confira a nota na íntegra:

Na tarde do dia 14 de setembro, o deputado estadual Bruno Toledo do PROS, em mais uma demonstração de ausência de compromisso com o diálogo e com a pluralidade democrática, utilizou o espaço da tribuna para atacar, constranger e ameaçar os professores do estado de alagoas, ao proferir e reiterar de forma truculenta as ameaças de criminalização aos professores, ao SINTEAL - sindicato que representa a categoria e seus dirigentes.

Agindo dessa forma, novamente, o parlamentar desrespeitou o Supremo Tribunal Federal que suspendeu a Lei da Mordaça, pois tenta impô-la na prática, ao tentar criminalizar uma escola e um professor por exercer a liberdade de ensinar e aprender, assegurada pela Constituição Federal no seu art. 206. O Ministro Barroso em seu parecer declara que não tem dúvidas sobre a plausibilidade da inconstitucionalidade integral da citada lei que pretende censurar a Escola de Alagoas. O mais grave é que a ação do parlamentar é claramente um discurso de ódio e de incitação à violência, e já teve seus efeitos práticos, com ameaças explícitas ao professor e à escola. 

É lamentável que enquanto inúmeros problemas permaneçam sem encaminhamento e que metas quantitativas e qualitativas do Plano Nacional e do Plano Estadual de Educação, permaneçam no esquecimento do parlamento, o Deputado opte por gastar seu tempo e o dinheiro dos contribuintes, no objetivo de criminalizar os trabalhadores e de cercear a diversidade, a pluralidade e a transversalidade de conteúdos didáticos da rede estadual de ensino.

O Sinteal, e demais entidades que subscrevem esta nota, repudiam veementemente as posturas autoritárias do parlamentar, e permanecem firmes na defesa dos trabalhadores da educação, que se dedicam para construir a educação pública, gratuita, de qualidade, emancipadora e socialmente referenciada que o povo alagoano merece e precisa. 

Subscrevem:

•           SINTEAL

•           CNTE

•           CUT

•           CPT

•           MST

•           UBES

•           CNTSS

•           SINTETFAL

•           SINTUFAL

•           SINDUNEAL

•           AESA

•           RECASA

•           SINDPREV

•           SINDICATO DOS URBANITÁRIOS

•           SINDICATO DOS BANCÁRIOS

•           FETAG

•           SINTECT

•           SINDJORNAL

•           SINTESFAL

•           MMM-AL

•           SINDTICMAL

•           SINDTICONSPAL

•           INSTITUTO JAREDE VIANA

•           RENAP-AL