Foto: Assessoria da Câmara de Vereadores de Palmeira F46070b7 471b 41a7 a2ac b8f265cb0179 Vereador Toninho Garrote (PP)

A Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios, em apenas nove meses desta nova legislatura, se tornou um palco para espetáculo burlesco durante suas sessões ordinárias. 

Dos 15 vereadores, poucos mostraram ou sabem qual a função do vereador perante o Poder Legislativo. Ainda assim, em sua maioria, os parlamentares trabalham em defesa da causa própria e familiar.

Sem falar, claro, nas benesses que alguns mantêm na Prefeitura de Palmeira dos Índios em troca de apoio para o prefeito Júlio Cezar (PSB) (isso é uma outra história para ser contada).  

Por outro lado, com a imagem bastante desgastada na opinião da população, o legislativo palmeirense - em mais uma sessão - mostrou-se parecida com uma turma de alunos secundários que xingam um ao outro em momentos de recreação na escola. 

Foi o que ocorreu entre o vereador Toninho Garrote (PP) e seu colega de bancada, Val Enfermeiro (PMN), chamado - indiretamente -  de analfabeto por uma postagem no facebook. 

O motivo: Garrote apresentou um Projeto de Lei (PL) para fixar valor do subsídio dos parlamentares em apenas um salário mínimo, ou seja, R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais).

Na discussão sobre a aprovação do PL, na última sessão ordinária, Val Enfermeiro usou o microfone para dizer que Garrote desse exemplo e doasse - primeiro - o próprio salário. 

Em resposta, o vereador pepista rebateu dizendo que Val - ao usar suas redes sociais para confrontar o Projeto de Lei - ao invés de escrever "ipocrisia" com I o fizesse com H de hipocrisia.

No momento do debate, o plenário da casa se voltou para risos e gargalhadas diante do debate ínfimo para quem defende os interesses do povo. A sessão (ou sessões), no entanto, ficou apequenada, 

Para justificar o PL que diminui o salários dos vereadores de Palmeira dos Índios, o irmão de Arlindo Garrote, prefeito de Estrela de Alagoas, e filho da ex-prefeita Ângela Garrote, ambos do PP, disse que é vereador para ajudar às pessoas e não precisa do salário.

"Não dependo do meu irmão e da minha mãe para nada. Quando fui candidato a vereador em Palmeira dos Índios foi dizendo que queria ser eleito para ajudar às pessoas. Não preciso do salário de vereador. Para isso, tem caminhão-pipa e ambulância. Eu mantenho os dois veículos com o meu salário. Se o projeto for aprovado, vou ceder o caminhão e a ambulância para o município sem custo nenhum. Não quero dinheiro nenhum. Quero que a população seja atendida da mesma maneira", concluiu Garrote no discurso.

Oi? 

Será?

Portanto, eis o retrato de uma Câmara de Vereadores eleita para trabalhar em prol da população que votou querendo mudança.

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