Foto: Agência Alagoas 36e9eecc d096 4ff9 b3e0 a4e162f71a4e Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares

Na manhã desta terça-feira, 12, aeroportuários de todo o País realizaram atos contra a privatização de 14 aeroportos, entre eles o Zumbi dos Palmares, em Maceió. Durante o protesto na capital alagoana, o grupo criticou a privatização dos aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e cobrou do governo federal o reajuste salarial da categoria, cuja data base foi em maio.

Nos locais, foram espalhados faixas de cartazes e distribuídas cartas aos passageiros e demais cidadãos listando os motivos do protesto.

Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou no Aeroporto de Congonhas, um dos terminais incluídos nos quatro blocos de concessão anunciados pelo governo. “Nós queremos alertar a população sobre o erro que é conceder Congonhas ao setor privado, porque ele [o aeroporto] é superavitário, o mais rentável da Infraero e banca mais de 60% das despesas geradas nos terminais que operam com deficit”, justificou Severino Macedo, diretor do Sina, em Congonhas.

De acordo com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), a meta é a de abrir licitação para 14 aeroportos em quatro blocos. Além de Congonhas, que pela proposta do governo é efetuar o negócio no primeiro e único lote, estão previstas as concessões dos terminais do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife); de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis) e dos aeroporto de Vitória e de Macaé (RJ). Só na área de transportes, o plano de desestatização deve render R$ 8,5 bilhões.