D5801a85 02fd 46c2 89f1 fabc064e3109

    A maternidade chega ao nossos braços quase que obrigatoriamente desde a primeira boneca que ganhamos na infância. Enquanto os meninos costumeiramente brincam com objetos e jogos que estimulam a cognição, lá estamos nós: Cheias de filhos e panelinhas.

     O fato é que a sociedade é cruel quando substituímos nossas bonecas por filhos de verdade. Caem em nossos ombros a maior parte da obrigação, romantizam quando o homem não cumpre o seu papel e precisamos suprir sua falta e acham que nosso fado é suportar absolutamente tudo simplesmente por sermos mães.

      Não se importam se a nossa saúde mental está sendo prejudicada. Não se importam se o filho ingrato feriu a alma de uma família inteira. Quase nunca perguntam a uma mãe se ela está bem ou se precisa de ajuda, como se sua sina fosse ser engolida e sobrecarregada dia após dia pelo vínculo materno.

      Ninguém questiona, protege a mulher ou faz isso com os homens.  

      Filhos podem ser abusivos. Tóxicos. Algozes. Manipuladores. Sujeitos ativos no processo de adoecimento.

       (Na mesma proporção que os pais também pode ser, é verdade).

      Mas quem vai ter o olhar amoroso sobre uma mãe que sofre e vai entender que ela é um ser humano com limites e limitações como qualquer outro?! Quem vai ouvir seu pedido de ajuda? Quem?

       Por um feminismo que acolha também as nossas mães. Facebook: Carla Perdigão;