5a5aa234 1004 4507 af82 b25d9d123596 Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros criticou de forma dura a atuação do Ministério Público Federal (MPF), em discurso feito nesta quinta-feira, 31, feito no plenário. O senador se defendeu das acusações feitas a ele dizendo que não praticou crime algum, que as acusações são “seletivas, antecipadas e sem provas” e que não fazem parte do processo democrático.

Alvo de 18 inquéritos que apuram seu envolvimento em diversos crimes de corrupção, Renan afirmo que sua defesa é a verdade e muitas das acusações estão sendo desvirtuadas para atender interesses políticos, e a vaidade não pode se impor a verdade.

O senador disse que foi denunciado em um inquérito mal instruído, onde constam apenas palavras de delatores e pesquisas em “fontes abertas”.

Em clara alusão ao MPF, o senador disse que determinadas funções públicas impõem a seus ocupantes o dever de não enxergar a quem atinge, e que selecionam a seu bel prazer os que se livrarão dos grilhões da lei. Afirmou também, que o brilho dos holofotes ofusca os olhos e cega a razão.

Sobre as delações premiadas, Renan falou que elas não são o problema, mas o modo como elas tem acontecido.

“Delação premiada falaciosa é sempre nefasta, porque arrasta para o lodo a reputação de pessoas inocentes e prestando desserviço à persecução penal que se pretende séria. E a persecução penal que se pretende séria cumpre a lei e a Constituição”, declarou.

Na tribuna plenária ele frisou que não se pode negar a importância das operações policiais de combate ao crime, disse que são fundamentais, citou em especial a Lava Jato, e afirmou que essas ações merecem todo o apoio para que os fatos sejam investigados.

Calheiros falou também da delação premiada dos executivos da Odebrecht, afirmando que eles foram seduzidos por quinze anos de salário para aderir às delações, sofrendo forte pressão psicológica para denunciar integrantes da classe política em troca de impunidade.

“Com todo respeito, beira o ridículo denunciar alguém com base, apenas e tão-somente, na palavra de delatores e pesquisas em fontes abertas, como o google e redes sociais”, finalizou.