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No universo de 1.800 participantes da 2ª Conferencia Nacional de Saúde das Mulheres, ocorrida em Brasília, de 17 a 20 de agosto, elas estavam lá.

Lindas, engajadas e conectadas com os tempos de luta.

As mulheres transexuais.

Elas eram muitas iguais e diversamente diferentes em suas vulnerabilidades.

Estilosamente efervescentes.

Um rico contraponto repleto de leveza, ironia, palavras cortantes e, sobretudo bom humor.

Na delegação alagoana tivemos três representações: Any Carla, Cris de Madri, da  Associação das Travestis e Transexuais de Alagoas (ASTTAL) e Sophia Braz, vice-presidente do  Conselho Municipal de Saúde do município de Coruripe em Alagoas

A participação das mulheres transexuais na 2ª  Conferencia Nacional de Saúde das Mulheres,  teceu conexões para o fortalecimento  das convivências entre pessoas,  ajudando  a definir o que é equidade, respeito a igualdade a partir das diferenças.

Sophia Braz, vice-presidente do  Conselho Municipal de Saúde do município de Coruripe em Alagoas fala: “Ser trans é viver a mulher que existe em mim na busca do poder igualitário."

Nós  lutamos contra a discriminação,ofensas , assédios,  situações marginalizadas  e a violência de morte às mulheres trans-afirma.

Elas buscam, a partir das  fronteiras conceituais, ideológicas alterar, estruturalmente  os pilares  sociais, reinventando um mundo que defina mais amplamente  a palavra humanidade.

Na 2ª Conferência Nacional vi mulheres trans  ocupando espaços, marcando presença, em nome da   autonomia social, baseada no respeito.

Não gosta do que sou? Tudo bem. Mas, me respeite!- Era o brado.

Saí da  2ª Conferencia Nacional de Saúde das Mulheres, ocorrida em Brasília, de 17 a 20 de agosto,  pensando em identidades e ocupação de espaços.

As mulheres transexuais  decidiram ocupar o planeta. Prontas para dialogar.

 Quem vem?