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Na semana passada alguém no Twitter desenterrou uma postagem do apresentador global Luciano Huck onde ele dizia: “Contra malucos, psicopatas e afins...pouco podemos fazer. Mas contra as armas de fogo, é só vontade pública e política. Desarmamento, já.” Mesmo sendo uma postagem de 2011, feita após o trágico ataque ocorrido em uma escola de Realengo, não perdi a chance de fazer uma provocação óbvia: “E o desarmamento dos seus seguranças? Já fez?”.

 

O casal Luciano Huck e Angélica não abrem mão de serem escoltados por seguranças armados, e não entregam a segurança de seus filhos ao Estado, exatamente da mesma forma que o fazem com a saúde e a educação públicas. E estão certíssimos! Se rico eu fosse, também cercaria meus bens mais preciosos de gente armada e capacitada para defende-los. Não, não se trata de inveja ou qualquer coisa desse tipo, o problema é que esse mesmo casal é defensor ferrenho do desarmamento e divulgam a ideia de que armas só servem para matar, ao que parece menos as armas dos próprios seguranças.

 

Hoje, 31 de agosto, o deputado estadual do PSOL, Marcelo Freixo, participou de um excelente debate com o também deputado Flávio Bolsonaro realizado pelo pessoal do Descomplica e foi clara sua dificuldade em sustentar que armas são ruins enquanto tentava explicar o motivo de ser o deputado estadual que mais requisitou seguranças armados no Rio de Janeiro. Segurança essa feita por polícias e agentes penitenciários que foram desviados da sua função primária de promover segurança PÚBLICA para garantir a segurança PARTICULAR do deputado desarmamentista e sua família. Como eu disse acima, o problema não é recorrer a pessoas armadas para garantir sua vida, mas sim fazê-lo enquanto defende que o cidadão, mesmo preparado, não deve ter o direito de defesa com o uso de armas. A gravidade cresce exponencialmente quando tudo isso acontece com o dinheiro do contribuinte.

 

Tenho certeza que 99,9% das pessoas que estão lendo este artigo não são milionários, deputados, senadores, governadores ou presidente da república para contar com as reais benesses da segurança armada e carros blindados. São gente como eu, que com muito sacrifício mantém os filhos em uma escola particular minimamente decente, paga convênio médico para evitar cair nas garras da saúde pública, mas nunca terá dinheiro para arcar com custos de seguranças armados 24 horas por dia e o conforto de carros blindados. Luciano, Angélica, Freixo e demais desarmamentistas protegidos por gente armada, o segurança dos meus filhos sou eu, mas provavelmente vocês nunca entenderão o que significa isso do alto de suas torres de marfim e de seus reluzentes carros blindados.

 

Favoráveis ao desarmamento, mas muito bem protegidos por pessoas armadas.