Foto: Roberto Stuckert Filho / PR 0e0d416c 9c8b 4dd9 bfe8 96fec94d8505 Ex-presidente Dilma Rousseff

Há um ano, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu o impeachment que entrou para mais um capítulo da história do país. Em um ano marcado por reviravoltas no Brasil, manifestações, greve geral e o Governo Temer, a reportagem do Cada Minuto conversou com dois deputados de Alagoas para saber a opinião deles sobre esse primeiro ano sem a Dilma no poder.

O deputado federal Paulão (PT) disse que não é a favor do atual governo e considera um ano de golpe. Segundo ele, utilizaram a situação do capital financeiro, a manipulação da mídia, o favor de uma parte do poder judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal para incrementar um golpe.

“A Pedalada Fiscal foi um argumento de discurso para implantar o Governo Temer, com as reformas trabalhistas que vêm diminuindo os direitos do povo, além da reforma da previdência, que desmonta todo o investimento de política pública, na educação e nos institutos federais", ressaltou Paulão.

Para o deputado estadual Bruno Toledo (PSDB) o atual governo avançou em comparação ao da ex-presidente. Segundo ele, os brasileiros não aguentavam mais um governo mentiroso e que enganava a sociedade.

“Temer paga o preço da transitoriedade que pesa, mas houveram avanços para o país, mas também falhas graves como a interlocução, articulação política, porém evolutiva comparado ao governo Dilma”, disse o deputado.

Para o deputado, o Brasil só conseguirá entrar em uma “normalidade” econômica e política após as eleições de 2018, mas reconhece que o país tem conseguido, de uma maneira discreta, ter mais confiança no ambiente econômico.

Brasileiros insatisfeitos

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná apontou que 57,8% dos brasileiros não gostariam presidente Michel Temer, nem nenhum candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) no governo do Brasil. Dos entrevistados que afirmaram que não gostariam do país governado pelo presidente Michel Temer nem por um candidato do PT 56,2% eram homens e 59,5 eram mulheres.

*estagiária