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O evento destacou pautas específicas sobre a mulher, visando garantir seus direitos

 

A mulher já é discriminada pelo simples fato de ser mulher nessa sociedade sexista em que vivemos, imagina quando ela ainda carrega consigo algum tipo de deficiência.

Quantas Marias e Penhas quiseram gritar, correr, pedir socorro e não puderam?

Não puderam porque suas deficiências as impossibilitaram, tornando-as mais vulneráveis ainda.

Quantas foram estupradas, queimadas, feridas, abafadas pelos travesseiros e caladas pela violência de seus companheiros, parentes ou cuidadores por serem mais frágeis?

Apesar da Lei Maria da Penha ter completado 11 anos, ainda não temos uma estatística da violência contra as mulheres com deficiência, mas sabemos que a cada hora, uma mulher é violentada no Brasil.

Por aquelas que não podem correr, falar, ouvir e gritar, chega o debate das que aprenderam a denunciar e, mesmo com suas limitações, continuam no pódio da esperança para garantir os direitos de todas.

Assim destaco este “Seminário de Enfrentamento à Violência contra Mulheres com Deficiência: violência contra uma é violência contra todas”, promovido pela Semudh (Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos), nesta segunda-feira (28), como uma pauta especial que não obedece ao cotidiano dos movimentos, saindo do contexto universal das discussões, passando para as especificidades, para onde devem ser direcionadas as políticas públicas, pensando no empoderamento da Mulher com Deficiência.

Além de mulheres e homens que lotaram o auditório da Fapeal (Fundo de Amparo à Pesquisa), participaram do evento, representantes do Tribunal de Justiça de Alagoas, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e dos Conselhos Estaduais de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) e da Pessoa com Deficiência, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, Associação de Surdos de Alagoas, Associação dos Cadeirantes de Maceió, entre outras instituições.  

Com a solenidade de abertura marcada pela apresentação do Coral Carlos Gomes, do Centro Estadual de Cegos Cyro Accioly, que envolveu o público com seu maravilhoso repertório musical, o evento contou ainda com a presença da secretária da Mulher, Claudia Simões e suas superintendentes, as expositoras dos conteúdos, responsável pela implantação do Projeto “Cidade Acessível é Direitos Humanos”, em Campinas, São Paulo, Flávia Maria Paiva Vital e a deputada federal Roseane Cavalcante de Freitas (Rosinha da Adefal), bem como a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, Ana Pereira, entre outras representantes de mulheres.