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Hoje faz três anos. Aqueles malditos sumiram com meu filho. Desapareceram com ele.  Já fiz tudo para encontrar meu filho, meu bebê.

Bati em todas as portas. Desde o dia que desapareceu corro atrás. Que justiça é essa, meu Deus!

Não tenho mais paz. Não tenho mais saúde.

Ele era meu tesouro.

Nenhuma polícia  pode fazer isso com filho de ninguém.

Se o menino fizer algo errado, prendam e chamem o pai, a mãe, mas, não mate.

Polícia estudou para ser polícia.

Eles evaporaram com o meu menino. Sumiu.

Se fosse um menino rico, branco, com dinheiro já tinha aparecido. Como eu sou humilde ninguém quer fazer nada.

Eu ainda vou descobri onde botaram meu Davi.

Tenho meu Deus na vida que tudo pode.

E peço a todas as mães que perderam seus filhos que corram atrás das respostas.

 

Depoimento de Maria José da Silva  mãe de Davi da Silva, seqüestrado, morto de desaparecido, aos 17 anos, no 25 de agosto de 2014, no bairro Benedito Bentes, em Maceió,Al, após uma abordagem de  policiais militares da Radiopatrulha (RP),No Bate papo sobre "Direitos Humanos e a Violência Contra a Juventude Negra", com moradores de uma das periferias mais vulneráveis, em Maceió, que aconteceu na Associação do Conjunto Paulo Bandeira, no bairro  Benedito Bentes II, em Maceió/AL, acontecido na sexta-feira, 25/08.

O bate papo foi  atividade da  missão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmera Federal,em Alagoas, coordenada pelo advogado Pedro Montenegro e que  contou com a participação da deputada federal, Benedita da Silva e do deputado federal, por Alagoas,  Paulão.