Foto: Ascom Sintufal 13c8ff43 35b3 4b34 8249 1f3a11de51f7 Davi Soares, coordenador geral do Sintufal diz que categoria precisa reagir a ataques do governo

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) irão parar os serviços no próximo dia 14 de setembro, em adesão a paralisação nacional definida por técnico-administrativos de diversas universidades brasileiras. O sindicato também não descarta a possibilidade de que uma greve ocorra ainda este ano.

A paralisação do dia 14 foi deliberada pela Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), e ocorrerá como protesto ao que eles chamam de “pacotão de Temer contra o funcionalismo”, numa referência as reformas estabelecidas pelo governo.

“O próximo dia 14 é um dia de paralisação nacional e um dia de atos em várias cidades, de acordo com calendário definido pelo funcionalismo público, mês passado, em plenária nacional em Brasília, isso acontece em resposta ao conjunto de ataques desferidos pelo governo federal contra os servidores que estão vendo seus salários sendo corroídos, seus direitos sendo retirados e de modo muito dramático tem atingido o funcionamento e os serviços que a população tanto precisa” afirma Davi Fonseca, coordenador geral do Sintufal.·.

Ainda segundo o coordenador, durante essa paralisação nacional serão utilizados os mecanismos necessários para barrar a ofensiva de Temer, e que caso seja necessário, a greve não está descartada, visto que o governo não demonstra disposição em cessar o conjunto de ataques que estão sendo colocados.

Para a Fasubra, a política adotada quer jogar o preço da crise nas costas dos servidores, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas. O objetivo da Federação é ampliar luta, trazendo outras categorias para mobilização contra a proposta de reforma da previdência, contra a retomada das privatizações (Eletrobrás, aeroportos, rodovias, casa da moeda, pré-sal).

No que diz respeito aos prejuízos para os servidores públicos, especificamente, a Fasubra diz que as medidas não são poucas. A começar pelo “Plano de Desligamento Voluntário (PDV), redução da jornada com redução salarial, e incentivo ao afastamento de servidores. A segunda, alicerçada no descumprimento de acordos firmados em 2015, quer o cancelamento de reajustes, no corte/bloqueio de concursos, e na extinção de 60 mil vagas e extinção de cargos, trabalhando a perspectiva de terceirizar parcela ampla de nossa categoria. A terceira, que efetivamente reduz salários, ao aumentar o desconto previdenciário dos servidores de 11% para 14%, ao mesmo tempo em que estuda a redução dos valores dos benefícios (Alimentação, pré-escolar e saúde). A quarta, que objetiva ampliar as condições para a ocorrência de demissões de servidores públicos (coerente com o projeto de terceirização e com o processo de criminalização de dirigentes das lutas), através de projetos de lei que tramitam no congresso, como o PLS 116/2017. A quinta medida, que trabalha a destruição das carreiras no serviço público, incluindo as carreiras ditas estratégicas e de Estado, num processo de reforma do Estado muito mais grave do que vivenciamos em 98 com FHC e Bresser”.

O Sintufal realizará uma assembleia com a categoria, no próximo dia 6 de setembro, a partir das 9h30, no auditório do Centro Integrado de Convivência (CIC/Ufal) para discutir, entre outros temas, a participação na paralisação do dia 14.