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O discurso contra o Estado tem crescido na sociedade brasileira, principalmente entre as elites e setores conservadores das classes médias. Em Alagoas as elites privatizaram o Estado de tal maneira que nada funciona satisfatoriamente, o que havia e o que restou de melhor no Estado foi apropriado pelas elites e por setores das classes médias.

        A reconstrução do Estado deve ser uma das principais propostas para a esquerda e setores democráticos sérios e honestos.

Em Alagoas cerca de 3 milhões de alagoanos são usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), menos de 300 mil tem planos de saúde.

Os 3.3 milhões de alagoanos vivem inseguros e os profissionais da segurança pública, a maioria vive com baixos salários.

A educação pública disputa ano após ano as últimas colocações no ranking dos piores indicadores entre os estados.

O discurso contra o Estado é um discurso a favor da miséria e da ignorância, além de ser selvagem na sua essência.

Os que bradam contra o Estado deveriam bradar contra os privilégios acumulados por setores da burocracia estatal amealhados durante a ditadura- militar e no período posterior.

Alagoas é um laboratório de como um povo trabalhador vive confinado à miséria, ignorância e ao analfabetismo sem esboçar qualquer tipo de reação contra os seus algozes, as elites econômica e política.

O povo necessita de mais Estado, ou seja, dos serviços prestados pelo Estado, como saúde, educação de  qualidade, qualificação profissional e segurança pública.

Mais Estado, quem tem coragem de defender?