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Nos últimos anos a circulação de informações de caráter político cresceu consideravelmente. As causas deste fenômeno podem ser associadas a três principais fatores. O momento sócio-político brasileiro, que desde pelo menos as manifestações de junho de 2013 tem mantido a sociedade em tensão permanente; o panorama internacional, com focos de instabilidade espalhados por todos os continentes, crise de refugiados sem precedentes e mudança de rumos em potências como EUA e Inglaterra; e a onipresença das redes sociais, que espalharam conteúdo antes restrito a livros e cursos, e deu voz a novos analistas e estudiosos, facilitando o caminho dos demais e fisgando mais interessados a cada compartilhamento.

Este despertar do interesse pela política que o Brasil vive, seja qual for a causa predominante, alcança um novo patamar, no meu entender, porque aparenta ser mais abrangente. Além da valorização dos temas políticos, que a cada dia ocupam mais e mais espaço no cotidiano das pessoas, o interesse do brasileiro parece se abrir também para além das nossas fronteiras. É possível identificar um crescimento do número de pessoas com algum interesse por globalismo, Nova Ordem Mundial e assemelhados. Novos livros, artigos, palestras e até mesmo simples postagens estão levando o assunto a novos leitores e essa multiplicação tende a continuar. Desde o lançamento do meu livro, em 2013, acompanho com entusiasmo essa proliferação de notícias e de conteúdo ligado ao governo mundial, meu inimigo favorito.

É evidente que este contingente de pessoas que demonstram algum interesse pela política internacional ainda é muito pequeno. Quando consideramos apenas os números e as proporções, constatamos que a imensa maioria da população brasileira, para não dizer mundial, desconhece por completo o que vem a ser tudo isso, confunde globalismo com globalização e muitos, muitos mesmo, nunca ouviram falar de organismos como CFR, Diálogo Interamericano, Foro de São Paulo ou Bilderberg,, e pensam que o Clube de Roma é o time de futebol onde jogou o craque Falcão.

A História mostra que não é possível informar a todos, mas mostra também que certo percentual da população pode desmontar uma iniciativa totalitária quando dispõe de informação acessível e assimilável. Contra a mais poderosa e ambiciosa de todas estas iniciativas, pois contém na sua essência o controle absoluto sobre as condutas humanas, a única arma é a difusão permanente e cuidadosa de notícias e conceitos simplificados. Apenas o conhecimento disseminado pode enfrentar tamanha força política, financeira e militar. 

Revelar o tema e despertar novos interessados requer um trabalho de simplificação, que traduza os conceitos de maneira prática, mastigados, com exemplos do dia-a-dia e explicações claras sobre causas, objetivos e consequências, além das correlações entre temas distintos e aparentemente desconexos. As pesquisas mais profundas, as análises mais densas também merecem atenção, é claro, mas o panorama e as circunstâncias indicam que é o momento da expansão do conhecimento geral; é hora de criar um senso comum sobre os perigos de um governo mundial. Junte a este cenário o fato de que o interesse do brasileiro por política costuma ser cíclico, e a urgência da difusão e simplificação das informações para um círculo mais amplo torna-se tão evidente que chega a arder os olhos. 

Nos próximos artigos tentarei fazer a minha parte.