Crédito: Assessoria 9b8e056e abbe 4fcf 8754 641d668392cb Luiz Melodia durante show na Serra da Barriga

A morte de Luiz Melodia deixou em luto fãs, a escola de samba do cantor, a Estácio de Sá, e também a classe artística. A voz forte e marcante do cantor carioca silenciou por conta de um câncer na medula óssea.

Autor de sucessos que ficaram imortalizados, como Codinome Beija-Flor, Negro Gato, Juventude Transviada e Ébano, ao longo de seus 40 anos de carreira ele esteve duas vezes em Alagoas.

A primeira delas ocorreu em 1979 no extinto Projeto Pixinguinha, que aconteceu no Teatro Deodoro, onde se apresentou ao lado de Zezé Mota. O projeto percorreu os palcos de teatros no Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Maceió e Recife com um repertório que mesclava música popular e compositores eruditos, como Villa-Lobos, Francisco Mignone e Marlos Nobre.

Ele retornou ao estado em 2008 para apresentar a turnê Estação Melodia na Serra da Barriga, em União dos Palmares. O projeto de cunho sociocultural do Parque Memorial Quilombo dos Palmares desenvolvido por meio de convênio entre a Fundação Sônia Ivar e a Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura.

Vida

Luiz Melodia nasceu no Rio de Janeiro, mais precisamente no Morro do Estácio, no dia 7 de janeiro de 1951. Dos quatro filhos, era o único homem fruto do casamento entre o compositor Oswaldo Melodia e a costureira Eurídice. Descobriu a música ao ver o pai, Oswaldo Melodia, tocando em casa.

Em 1964 formou a banda Os Instantâneos, ao lado dos amigos Manoel, Nazareno e Mizinho e não parou mais. Descoberto por Wally Salomão, Melodia foi apresentado à Gal Costa e gravou a música Pérola Negra, no disco de 1972 de Gal, intitulado “A Todo Vapor”.

Depois, Maria Bethania gravou Estácio, Holly Estácio e Melodia lançou o primeiro disco, Pérola Negra, em 1973.

Luiz Melodia vinha desde março internado numa luta contra o câncer. O velório será na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá, ainda sem horário confirmado.