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Alagoas tem alternado entre o primeiro e o terceiro lugar no ranking dos estados mais violentos do Brasil. E Maceió mantém o primeiro lugar no ranking, como indica o Mapa da Violência de 2016. E quando perde a medalha de ouro fica com a de prata ou a de bronze, e sobe ao pódio. 

O censo do IBGE (2010) indica que 9,38% da população de Maceió são crianças com idade entre 0 a 5 anos, ou seja, 87.526 crianças, todas elas, em princípio e por direito, são demandantes de atendimento na Educação Infantil.

Em Maceió, as crianças de 4 a 5 anos e 11 meses estão fora da Escola atualmente chega a 25.464 mil crianças. E na faixa de 0 a 3 anos e 11 meses estão fora da escola  56.568 crianças.

A educação infantil tem disponíveis apenas 3.212 vagas. A conta não fecha. O que fica aberto, vem há muito tempo aberto e exposto, é o abismo que engole as famílias pobres.

 A exclusão social em Maceió e em Alagoas não é obra de amador, é uma obra construída por profissionais há décadas.  

A superação da pobreza e da miséria só será possível com políticas públicas e com a gestão integrada das administrações federal, estadual e as municipais, se isso não acontecer não haverá a superação dessa tragédia.

A exclusão é uma obra de governo (s) e que não tem tempo para ser concluída.

Quem sabe no terceiro centenário?