Arquivo/Fotos Públicas Cb6ca799 4b1f 409e afbf 5c01f7197b01 Dilma, financiamento coletivo é sucesso na internet

De acordo com o jornal O Globo, a rotina de viagens da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para contestar o “golpe” por onde passa já custou R$ 520 mil com diárias e passagens no primeiro semestre do ano. É o triplo do que os outros ex-presidentes usaram, juntos, no mesmo período. Claro que há em que diga que tudo isso é “em defesa do povo!”. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi recentemente condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão, gastou R$ 3,1 milhões entre os anos de 2011 e 2017, com auxiliares de ex-ocupantes do Palácio do Planalto. O ex-presidente Fernando Collor (PTC) gastou R$ 1,2 milhões no mesmo período. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), gastou R$ 685 mil. 

E assim, o Palácio do Planalto segue desembolsando os gastos dos ex-mandatários da República. Para os assessores de Dilma Rousseff, por exemplo, são - ainda segundo O Globo - R$ 282 mil em diárias e R$ 240 mil em passagens. Assim, Dilma passou por pelo menos sete países. Nesse período, Lula gastou R$ 88 mil, Collor teve gastos de R$ 78 mil, Fernando Henrique Cardoso com R$ 7 mil e José Sarney (PMDB) com quase R$ 3 mil.

É que por decreto (de 2008), todo ex-presidente tem direito a oito servidores de livre nomeação e o uso de dois carros. A Presidência, desta forma, paga por toda vida dos ex-presidentes salários, diárias e passagens desses assessores. Os combustíveis dos veículos também estão garantidos. As benesses do poder até para quem se encontra fora dele.  

Viva a nossa República. 

Os que “amam o povo” são os compões de gastos. 

Agora prestem atenção na resposta que a assessoria da ex-presidente Dilma encaminhou à reportagem de O Globo: “nenhuma pressão fará com que a presidente eleita Dilma Rousseff deixe de viajar, interrompa as denúncias sobre o golpe de Estado ocorrido em 2016 e as perversas e nefastas consequências que se abatem sobre a população brasileira”. 

Bem, a ex-presidente Dilma pode viajar para onde bem entende e falar o que desejar. Se ela ainda está com a cantinela de “golpe” e desconhece o processo constitucional do impeachment, o problema é dela. A questão não é essa. A questão é todos os brasileiros terem que bancar uma conta que é imoral. 

Além disso muitas das “perversas” e “nefastas” consequências é parte da colheita do que foi plantado em sua gestão desastrada, que desorganizou as contas públicas, deixou correr solta a corrupção generalizada, além de uma série de medidas que jogaram o país no atraso. Dilma denunciará a si mesma?

Dilma foi presidente eleita. É verdade. Assim como foi Collor. Dilam sofreu um processo de impeachment constitucional, dentro de regras claras que foram, inclusive, discutidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda contou com uma vantagem: rasgaram a Constituição Federal para que ela não perdesse os direitos políticos. 

Ninguém quer impedir o direito de ir e vir de Dilma Rousseff. A questão que se apresenta é a seguinte: é justo que os brasileiros paguem mais essa conta? Isso só mostra claramente o que já foi denunciado por Raimundo Faoro, na obra Os Donos do Poder: o estamento burocrático brasileiro em que as castas privilegiadas do poder possuem todas as benesses possíveis e seguem se alimentando dele eternamente em berço esplêndido. 

Estou no twitter: @lulavilar