Crédito: Ascom Pilar/ Arquivo 99164f18 43ea 48a0 8acb 60ae9c7b1ab4 Chuvas alagam ruas em Pilar

Mesmo após uma pausa no período de chuvas em Alagoas, as conseqüências ainda estão sendo vistas. As doenças hídricas, principalmente a diarréia e a leptospirose, tiveram um aumento após as enchentes em todo o estado.

Segundo  dados da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), até o dia 10 de junho já foram registrados 15 casos suspeitos de leptospirose, levando três a óbito. Já no caso da diarréia, entre janeiro e maio já houve cerca de 53.700 casos, um aumento de 29,12% em relação a 2016.

As doenças hídricas são causadas pelo mau tratamento da água e do ambiente, que se houverem bactérias e vermes circulando no local podem desencadear sintomas críticos para a saúde da população.

Na ultima semana de maio, Alagoas passou pelo período de chuvas que atingiu 27 municípios, mas que em período de análise sobre o caso das doenças de diarréia já foram apresentados 38 municípios com investigação sobre aumento de surtos.

Até o dia que os dados foram recolhidos, 10 de junho, ainda não houve surto de diarréia na capital, mas na capital dos 12 casos de leptospirose, sete pessoas estão em observação. Os outros suspeitos da doença se encontram em Marechal Deodoro, Atalaia e Coruripe.

As informações foram passadas pelo monitoramento realizado pelo CIEVS/SES/AL, onde confirmaram o diagnóstico de leptospirose devido à presença de vísceras na coleta.

As orientações passadas pela Sesau são de ferver a água, tanto para consumo quanto para cozinhar, e da preparação de alimentos com hipoclorito de sódio na água onde os alimentos serão levados. Segundo a técnica do Programa de Combate às Doenças de Veiculação Hídrica da Sesau, Jean Lúcia dos Santos, foi informado que os 102 municípios alagoanos recebem cotas mensais de hipoclorito de sódio para serem distribuídos nos postos de saúde e ajudar na melhora da qualidade da água, e assim, evitar futuros sintomas de doenças hídricas.

*Colaboradora