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Grande parte da imprensa brasileira adora odiar nossas forças policiais e incensar a polícia britânica. Os Bobbies não raramente são colocados como exemplo máximo de gentileza, presteza e eficiência. Desarmados, não oferecem riscos aos cidadãos pacíficos e ordeiros e, claro, possuem baixíssima letalidade. O problema é que isso tudo também vale para toda sorte de criminosos, incluindo terroristas!

Durante o último ataque de terroristas islâmicos na London Bridge, havia dezenas de Bobbies fazendo o policiamento. Porém, quando os ataques se iniciaram, e enquanto três terroristas esfaqueavam pessoas indefesas aos gritos de “Isso é por Allah! Isso é por Allah!”, nada puderam fazer. Pior ainda: muitos simplesmente deixaram o local dos ataques temendo, não sem razão, serem vítimas dos sanguinários carniceiros da fé. Correram! Fugiram! E como qualquer outro cidadão ali presente, esperaram que os policiais de verdade, aqueles armados, chegassem e aniquilassem as ameaças. A espera interminável para quem assistia a dantesca cena levou 8 minutos.

Logo após o ataque, o comentarista de política internacional, Guga “não-vamos-nos-precipitar” Chacra soltava mais uma pérola em seu Twitter: “Em Orlando e San Bernardino, onde terroristas usaram armas de fogo e não facas, o número de vítimas foi bem maior do que Londres”. Possivelmente, isso foi uma resposta à postagem do presidente americano Donald Trump que alfinetou a imprensa e os pacifistas ao afirmar também pelo Twitter: “Você percebe que não estamos tendo um debate sobre armas agora? Isso porque eles usavam facas e um caminhão!”.

Hummm... Guga Chacra, claro, escolheu a dedo dois ataques onde foram usadas armas de fogo em solo americano para perpetrar ataques terroristas e há aqui o fino da desonestidade. Primeiramente, escolheu ataques ocorridos nos EUA, “aquele país onde qualquer um comprar armas de guerra”, mas não ousou citar que ambos ocorreram em locais definidos como gun free zones, ou seja, onde ninguém pode entrar armado. Esqueceu também, o rapaz, de citar a série de ataques ocorridos na França que deixaram 130 mortos e mais de 300 feridos. O que os terroristas usaram? Armas! Fuzis russos AK-47 adquiridos em solo francês, onde vigora proibição para esse tipo de armas. Big surprise! Terroristas não seguem a lei! Quem poderia imaginar?

O comentarista ainda ignora, propositadamente, o ataque em Nice com 86 mortos e mais de 400 feridos. A arma? Um caminhão. Lembro-me ainda, sem ter que me esforçar muito, que na China, em 2014, terroristas islâmicos invadiram uma estação de trem em Kunming e deixaram um saldo de 29 mortos de 164 feridos. As armas? Facas! Para Guga Chacra, e boa parte da imprensa, o sangue na ponta das facas é menos vermelho e os mortos estão menos mortos.

Não posso deixar de citar ainda o mais extremo caso de morticínio onde não foram necessárias armas de fogo: o genocídio de Ruanda. Ocorrido em 1994, um milhão de pessoas da minoria tutsi foram mortas a golpes de facões comprados por 25 centavos de dólar da China.

 

A propósito, quantas armas de fogo foram necessárias para o ataque às Torres Gêmeas? Nenhuma! Bastaram algumas pequenas lâminas escondidas. Michael Moore, um dos mais doentios defensores das restrições para armas, mesmo ele!, não foi capaz de ignorar a verdade de que qualquer objeto pode se tornar uma arma mortal e após o fatídico 11 de setembro em NY, escreveu:

"Isto começou como um documentário sobre a violência com armas na América, mas o maior assassinato em massa de nossa história acabou de ser cometido - sem o uso de uma única arma! Nem um único projétil disparado! Nenhuma bomba foi explodida, nenhum míssil disparado, nenhuma arma (ou seja, um dispositivo fabricado especificamente e com o propósito único de matar humanos) foi usada. Um estilete! - Eu não consigo parar de pensar nisso. Mil leis de controle de armas não teriam prevenido esse massacre. O que estou fazendo?"

A verdade é que 100% dos ataques terroristas nos últimos anos foram executados por islâmicos que usam qualquer objeto como armas. Fuzis, carros, facas, panelas de pressão, produtos químicos, caminhões e aviões, mas não vamos nos precipitar, afinal, o que funciona mesmo é tocar Imagine, colocar hashtag no Facebook e impedir a autodefesa.