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O município de Rio Largo se engajou no Movimento de Luta Antimanicomial, que visa garantir os direitos das pessoas com sofrimento mental. Na manhã desta quinta-feira (18) foi realizada uma caminhada na Avenida Presidente Fernando Afonso Collor de Mello com os pacientes do Caps, com o objetivo de propagar a necessidade da substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento, com atenção digna e diversificada, de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta.

O coordenador do Caps do município, Manoel Medeiros, aprovou a ação e falou da importância desse ato para mostrar à população do quanto faz bem essa inserção dos pacientes na sociedade. “Eles precisam ser acolhidos e tratados, mas não enclausurados, cerceando os direitos da saúde mental e sim dando liberdade a eles. A liberdade cura; o asilamento adoece”, pontuou.

O gerente Josenaldo Marques estava no movimento e reforçou o quanto essa inserção na sociedade faz bem para os usuários. “São pessoas de pensamentos bons que estão passando por um momento difícil na vida e uma ação como essa mostra que eles podem voltar ao convívio e ao trabalho”, disse.

Marli Henrique dos Santos mora na Mata do Rolo e é usuária do Caps há muitos anos. Ela considerou a ação de hoje muito importante porque demonstra a luta pela liberdade que eles têm direito. Sua avaliação quanto ao atendimento da unidade em Rio Largo é muito boa, pelo alimento que recebem nas três refeições e nos lanches diários e quanto aos medicamentos que, segundo ela, nunca faltam, sem contar às atividades lúdicas que fazem no dia a dia.

Pedro Otávio dos Santos também é usuário do Caps há dois anos e participou das atividades bem animado, segurando uma das faixas que mostravam o objetivo da caminhada para quem transitava na avenida.