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Uma noite onde gerações se encontraram para iniciar um novo movimento que, com certeza, reforçará o audiovisual na capital metropolitana do agreste. O lançamento do Cine Clube Trianon é o resultado do empenho do Ponto de Cultura NAVI – Núcleo de Audiovisual de Arapiraca, que é um projeto da Associação dos Artistas de Massaranduba e que tem como objetivo promover a produção de cinema no município, além de usar a arte como instrumento de inclusão social.

Dentro deste contexto os nomes de Wagno Godez e Leandro Alves não podem ficar de lado. Eles articularam, movimentaram a galera jovem de idade e de “cabeça” e buscaram parcerias com profissionais da área como o jornalista e cineasta arapiraquense Raphael Barbosa, além da Unidade Sesc de Arapiraca para fazer vibrar e reverberar as produções de filmes arapiraquenses, sejam eles premiados por editais, ou financiados com recursos próprios.

Aliás, foi em 2015 e 2016, com os cursos de cinema e produção de roteiros realizados em Arapiraca pelo Sesc e ministrado por Raphael Barbosa que eu e Silvestre Rizzatto, e muitos outros curiosos passamos a conhecer um pouco dos encantos da “sétima arte”. Este projeto rendeu frutos com filmes arapiraquenses participando de eventos da área, com cineastas arapiraquenses sendo selecionados em editais do governo do estado, e o movimento de audiovisual ganhando força com a energia e atitude corajosa do NAVI.

O evento realizado no auditório da Casa da Cultura traz nas entrelinhas o diálogo que existe entre o poder executivo e as iniciativas artísticas e culturais na “Terra de Manoel André”. A presença de quem faz teatro, fotografia, música, literatura e produção cultural em Arapiraca, além de jovens estudantes e universitários mostrou que o auditório heterogêneo é um reflexo da amplitude que o Cine Clube Trianon pode tomar no que se refere a formação de plateia.

Os filmes “O que lembro, tenho”, ficção, direção de Raphael Barbosa; “Ponto das Ervas”, documentário, direção de Celso Brandão; “Rua das Árvores”, documentário, direção de Alice Jardim e “Trem Baiano”, documentário, direção de Robson Cavalcante e Claudemir Silva trouxeram um novo olhar para um público ávido de conhecimento, do experimentar, ... de sonhar, ... quem sabe com o seu próprio filme?

Este primeiro passo oficial dado por um grupo que é a semente que germinou de uma oficina realizado pelo NAVI é a prova concreta que Arapiraca respira inquieta e sedenta por engajamentos culturais. Então, salve a inquietude e façamos arte!