0a12e978 6fd9 4e32 a2ff d2fc2849d742

A deputada Rosinha da Adefal (PtdoB/AL) aprovou requerimento de sua autoria sugerindo audiência pública para debater sobre as doenças emocionais. “O meu objetivo é levantar a discussão acerca da necessidade de instituir no calendário nacional o ‘Janeiro Branco’, para conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental”.

O debate ocorrerá na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, e recebeu a numeração (REQ) 480/2017 CSSF. A audiência deverá ocorrer no mês de maio.

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 2005 e 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.

 

Já no Brasil, a depressão e as doenças mentais acometem 5,8% da população brasileira, um total de 11,5 milhões de brasileiros. Ainda segundo a OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

“Nossa audiência vai dar oportunidade a especialistas de falarem sobre a importância da campanha do Janeiro Branco, com incentivo à busca da terapia para o cuidado com a saúde mental, bem como a aproximação das questões relativas ao sofrimento psíquico”, explica a deputada Rosinha da Adefal.

O debate busca ainda, conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da própria saúde emocional e, também, convidá-las a refletir sobre sua qualidade de vida e como estão desenvolvendo suas habilidades para alcançar uma vida mais feliz, com maior clareza das reais necessidades e melhor organização dos pensamentos.

Segundo a autora do requerimento, o tema da saúde mental ainda está atrelado à ideia de "loucura" e, talvez, por esse motivo, algumas pessoas não cheguem, sequer, a falar sobre o assunto. “Esse silêncio contribui para que continue como um tema tabu na sociedade, e dificulta às pessoas pedirem ajuda. Quem tem depressão muitas vezes sofre sozinho e cada vez se isola mais”, explicou Rosinha. “Compreender que as dores psíquicas também precisam, devem, e podem ser tratadas - e não só com drogas e remédios - é um fator crucial para que todos tenham saúde mental”.