Postado em 19/04/2017 às 17:16 por Vanessa Alencar em Política 0

Deputados cobram posição da ALE sobre servidores que recebem sem trabalhar

Cunha disse que anexo da FGV aponta supostas irregularidades envolvendo "fantasmas"




Por Vanessa Alencar

Foto: Ascom/ALE/Arquivo

Deputado Rodrigo Cunha

O deputado Rodrigo Cunha (PSDB) anunciou, na tarde desta quarta-feira, 19, a divulgação do anexo que faltava no relatório da auditoria realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na folha de pagamento dos servidores efetivos da Casa de Tavares Bastos. Segundo ele, o anexo onde consta todo o quadro funcional, aponta supostas irregularidades envolvendo servidores fantasmas.

“Não quero fazer julgamentos de quem trabalha ou não, mas essa Casa é que tem que dizer isso e algumas medidas têm que ser tomadas... Conheço muitos servidores que dedicam suas vidas dentro dessa Casa, esses podem ficar tranquilos, mas, precisamos dizer quem não trabalha e a Casa tem como dizer isso”, frisou Cunha, informando que irá publicar ainda hoje o anexo da FGV.

Ele aproveitou para solicitar formalmente da Mesa Diretora alguns pontos, como a adequação do Portal da Transparência ao que preconiza a Lei de Acesso à Informação (LAI); realização de um censo com todos os servidores da Casa; instalação de ponto eletrônico de frequência; criação de um setor de Controle Interno e que a Procuradoria da ALE forneça um prazo de quando irá pronunciar acerca do resultado da auditoria.

“Precisa constar no portal, por exemplo, onde cada servidor está lotado, o valor de seus rendimentos líquido e bruto, se recebe gratificação”, disse em relação à transparência, voltando a cobrar que a Mesa Diretora “deixe claro quem trabalha e quem não trabalha”: “Não estou julgando, como não aceito ser julgado pelo que não faço... Mas, não podemos fechar os olhos para essa situação”.

Antes de anunciar a divulgação do anexo, o parlamentar fez um preâmbulo sobre os esquemas de corrupção que estão sendo desbaratados em todo o País, destacando que o momento vivido é uma oportunidade para o brasileiro superar a impunidade e insistir na cobrança por mais transparência no serviço público.

Fantasmas

Em aparte, a deputada Jó Pereira (PMDB) lembrou que há quase dois anos vem pedindo insistentemente para a Casa apresentar os relatórios parciais da auditoria contratada com recursos públicos. “Foram gastos mais de um milhão de reais para que a gente pudesse informar à sociedade sobre a realidade institucional dos servidores da Casa, da Assembleia, e isso até hoje não foi alcançado... Isso é dinheiro público sendo utilizado de maneira irresponsável, sem benefício para sociedade”, destacou.

Jó Pereira também criticou o fato de os servidores que trabalham diariamente no parlamento não terem mais direitos, a exemplo de melhores reajustes salariais, devido àqueles que não trabalham. “Quantos serviços a Casa deixa de prestar pela ausência desses servidores? A Controladoria, Ouvidoria, Escola Legislativa deveriam estar funcionando a topo vapor, mas não estão. Quantos serviços deixamos de prestar porque há pessoas que recebem sem trabalhar?”, questionou a parlamentar, de forma contundente.

Também em aparte, o deputado Bruno Toledo (PROS) elogiou o cuidado de Cunha em não fazer pré-julgamentos e aproveitou o momento para defender que, “quanto maior o tamanho do Estado, melhor para alimentar a corrupção”. Corrupção esta que, segundo o parlamentar, foi institucionalizada por partidos de esquerda que carregavam a “igualdade social”, como ideologia.


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